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Carandiru: vitimizando criminosos e justificando o PCC
09/04/2013 - Paulo Zamboni
O primeiro passo para enfrentar o problema da segurança pública nas cidades brasileiras é desmascarar a imensa maioria daqueles que se autointitulam “especialistas” no assunto.

Enquanto os contribuintes fogem das esquinas escuras e entram e saem de suas casas temendo pela morte porque a quantidade de criminosos soltos nas ruas cresce a cada dia, “estudiosos” pagos com o dinheiro de seus tributos fornecem o suporte “intelectual” para que facções criminosas prossigam agindo.

 

O Brasil virou um grande tribunal histórico. Não importa que o país esteja hoje entregue a uma elite política totalmente corrupta e que a criminalidade tenha chegado a níveis de guerra civil. Tudo que necessita ser feito é visitar permanentemente os “fantasmas” do passado, fazendo a vontade da esquerda num jogo eterno de reparação e revanche que atende apenas aos interesses de um pequeno grupo hoje no poder.

 

Quando o assunto é a invasão do Carandiru em 1992, há sempre pesquisadores dispostos a transformar o episódio complexo num mero jogo de gato e rato ideológico, onde os policiais são os opressores e os presos os oprimidos. O pessoal do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP) tem ideias bem próprias a respeito do que aconteceu no passado, mas que servem hoje na medida para quem acredita ser o criminoso comum uma vítima da sociedade e, portanto, inocentado de antemão pela violência que provoca.

 

“O PCC é, sem dúvida, o principal efeito do massacre [do Carandiru]. Não apenas deste evento isolado, mas da política de segurança daquela época, marcada pela violência institucional, pelo desrespeito aos direitos e pela arbitrariedade do Estado“; “Nós deixamos de ter grandes complexos carcerários (com o fim do Carandiru), e passamos a ter prisões menores, no interior (do Estado). Mas o modelo de execução penal continua o mesmo, e a superlotação também. (...) Não que seja errado construir prisões menores, mas ainda não sabemos como 'produzir' menos presos. Precisamos investir em mecanismos para que a juventude fique longe do crime“; “A ideologia que está na base da constituição e do fortalecimento do PCC, da luta contra a opressão do Estado, tem terreno fértil para germinar porque encontrar ressonância na experiência dos quase 190 mil presos que se encontram confinados nas cadeias do Estado. Neste sentido, a continuidade do processo de encarceramento acaba por fortalecer o PCC, fazendo das prisões centros de aglutinação e de articulação da criminalidade, que se torna, assim, mais organizada“ – são algumas das conclusões a que aqueles pesquisadores chegaram até agora: http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/massacre-do-carandiru/?page=pcc.htm.

 

Para se acreditar no conto da carochinha dos pesquisadores, é preciso aceitar que nenhuma ação humana é produto da vontade individual; que não existem indivíduos naturalmente propensos ao crime à violência; e especialmente no caso do Carandiru que é normal numa sociedade civilizada que os detentos assumam o comando de uma instituição prisional e passem a ditar suas regras, coisa que não acontece em lugar nenhum do mundo.

 

Infelizmente, o tema da “luta contra a opressão do Estado” não encontra similaridade na cabeça dos pesquisadores quando as vítimas são outras: a população espoliada pelos tributos e regulamentação, por exemplo. Aparentemente, a “vítima” do Estado só vira “vítima” quando assalta, mata ou estupra um semelhante. Além disso, o massacre diário ao qual é submetida a população comum, verdadeiramente oprimida por criminosos organizados e desorganizados, não merece uma lágrima ou uma linha dos especialistas da USP.

 

Conforme o M@M tem publicado ao longo do tempo, o primeiro passo para enfrentar o problema da segurança pública nas cidades brasileiras é desmascarar a imensa maioria daqueles que se autointitulam “especialistas” no assunto. Uma vez sendo marxistas de origem, sua visão de mundo é muitas vezes oposta à da população em geral; não lhes interessa, portanto, manter a segurança e a ordem “burguesas”. Qual seria seu interesse em controlar o crime se veem nele uma legítima manifestação da luta de classes?

 



 
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