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Pelo Movimento do Passe Remunerado
14/06/2013 - Redacao Midia@Mais
É da demagogia e do caos social que sobrevivem e se sustentam aqueles que menos produzem e menos contribuem para a sociedade: ativistas profissionais, estudantes que não estudam, engenheiros sociais sádicos.

Ao se ouvir os comentaristas na televisão, a sensação é de que todos são contrários a aumentos nas passagens do transporte e afins. Melhor que uma passagem com aumento é uma passagem com desconto; melhor que uma passagem com desconto, é sem dúvida um passe livre – ou seja, não pagar coisa nenhuma para andar de ônibus. Mas isto ainda não é o ideal: melhor que não pagar nada é receber algum trocado para andar no transporte coletivo.

 

Se começássemos a pagar alguma coisa sempre que algum passageiro vira a catraca do transporte público, um dilema surgiria: quem iria pagar por esta remuneração? Se a ideia é pagar para alguém andar de ônibus, logo quem deve arcar com essa despesa é quem não anda de ônibus – do contrário, estaríamos cobrando do passageiro, e voltaríamos à situação inicial. Assim, quem fica em casa sentado no sofá seria obrigado a pagar a passagem e mais uma gorjeta para quem estiver passeando de coletivo, OK?

 

Mas alguma coisa ainda estaria errada: seria profundamente injusto obrigar quem está sentado no sofá de sua casa a pagar pela viagem de quem está se locomovendo. Isto obrigaria a criar uma nova “premiação”, um novo subsídio: assim, quem fica em casa – vendo TV a cabo, por exemplo – deveria também receber alguma compensação. Teríamos de aceitar, então, uma espécie de “Movimento da TV a Cabo Livre”, por exemplo, de modo que quem não está usando o transporte público (desonerando o sistema e evitando sua saturação) receba pelo tempo que passa em casa, assimilando mensagens publicitárias e outras campanhas de interesse da coletividade. Mais uma vez, se a ideia é pagar para quem está em casa, quem tem de arcar com tal despesa é quem não está em casa – os usuários do transporte coletivo remunerado, por exemplo.

 

A bola de neve formada poderia prosseguir com novas modalidades de “subsídios premiados”: quem estaciona seu carro, recebe pelo tempo parado (fora do trânsito, evitando congestionamentos);  quem compra carne no açougue recebe o valor correspondente de volta (ao comprar carne, movimento a economia); quem fica doente recebe pelo tempo internado (ao ter de ser medicado, contribui para a economia e dá emprego aos profissionais de saúde); e assim sucessivamente.

 

O problema da história toda é que, com o tempo, as pessoas começariam a perceber que, por princípio, estariam sempre pagando por serviços e produtos que não usam, por coisas que não lhes interessam, enfim, pela vida do vizinho e não pela sua própria. E finalmente tudo voltaria ao normal, ao sistema mais simples de trocas entre quem dispõe de algo e quem está disposto a trocar seu dinheiro por este algo, pelo preço que de alguma maneira fica convencionado num equilíbrio dinâmico e natural ao mundo, às pessoas e à própria realidade – jamais estático ou definitivo (ora “caro”, ora “barato”, dependendo de inúmeros fatores e de acordo com as circunstâncias, levando-se em conta especialmente o funcionamento de um mercado de livre concorrência).

 

Então por que acreditar e fazer pessoas ingênuas acreditarem que é possível viver num mundo sem aumentos de preços, sem tarifas por serviços, enfim, num gigantesco jardim da infância onde bebezinhos choram e têm suas vontades atendidas por titias que trocam suas fraldas e lhes dão papinha sempre que abrem o berreiro?

 

Porque é da demagogia e do caos social que sobrevivem e se sustentam aqueles que, de fato, menos produzem e menos contribuem para a sociedade: ativistas profissionais, estudantes que não estudam, engenheiros sociais sádicos, apresentadores de programas sensacionalistas e gigantes da mídia alinhados a políticas de subsídio governamental.

 

Infelizmente, não há ainda passe livre para a consciência, e a inteligência humana continua sendo o bem mais precioso e mais caro a ser obtido e cultivado.

 



 
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COMENTÁRIOS
25/07/2013
(CRÍTICO EVENTUAL)

O sobrenome do Sr. Hélio deveria ser Bocó lik
 
24/07/2013
(Hélio Socolik)

Quem tem carro particular deve pagar, sim, pelo passe livre, pois o carro é um transporte egoista, poluidor e causa de acidentes e atropelamentos. E quem utiliza o transporte coletivo deve ser estimulado.

 

E os ônibus não atropelam ninguém, não poluem e não causam acidentes, não é mesmo? E que tal uma taxa para comentários sem sentido e autoritários como o seu?

Redação MÍDIA@MAIS

 
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