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Cessar os cessar-fogos
05/08/2014 - Thomas Sowell
Se cessar-fogo fosse o caminho para a paz, o Oriente Médio seria facilmente o lugar mais tranquilo do planeta.
Há muitos anos, na minha primeira viagem ao redor do mundo, fiquei impressionado com a forma como as crianças do Oriente Médio – árabes e israelenses igualmente – estavam entre as mais agradáveis ​​criancinhas de se olhar que eu tinha visto em qualquer outro lugar. 
 
Foi doloroso pensar que elas iriam crescer para matar umas as outras. Mas isso é exatamente o que aconteceu. 
 
É compreensível que hoje muitas pessoas em vários lugares só queiram que a luta entre os israelenses e os palestinos pare. Sonoros apelos para um cessar-fogo partem das Nações Unidas e de Washington, bem como de pessoas comuns em muitos lugares ao redor do mundo. 
 
De acordo com o New York Times, o secretário de Estado John Kerry está esperando por um cessar-fogo para "abrir a porta para negociações entre israelenses e palestinos para uma solução a longo prazo." O presidente Obama exortou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a adotar um "imediato e incondicional cessar-fogo humanitário" – mais uma vez com a ideia de buscar um acordo de longa duração. 
 
Se esta fosse a primeira explosão de violência entre os palestinos e os israelenses, tais esperanças poderiam fazer sentido. Mas onde é que a ONU, Kerry e Obama estavam durante todas estas décadas de infinitamente repetida carnificina no Oriente Médio? 
 
O Oriente Médio deve liderar os cessar-fogos no mundo. Se cessar-fogo fosse o caminho para a paz, o Oriente Médio seria facilmente o lugar mais tranquilo do planeta. 
 
"Cessar-fogo" e "negociações" são palavras mágicas para "a comunidade internacional". Mas o que apenas o cessar-fogo realmente pode realizar? 
 
No curto prazo, eles salvam algumas vidas. Mas, no longo prazo, eles custam muito mais vidas, através da redução do custo da agressão. 
 
De uma só vez, lançar um ataque militar contra outra nação não só arrisca retaliação, mas a aniquilação. Quando Cartago atacou Roma, foi o fim de Cartago. 
 
Mas quando o Hamas ou algum outro grupo terrorista lança um ataque contra Israel, eles sabem de antemão que o que Israel fizer em resposta será limitado por apelos para um cessar-fogo, apoiados por pressões políticas e econômicas dos Estados Unidos. 
 
Não é de todo claro o que os críticos de Israel podem racionalmente esperar que os israelenses façam quando são atacados. Sofrer em silêncio? Render-se? Fugir do Oriente Médio? Ou – o mais irreal de tudo – combater uma "boa" guerra, sem mortes de civis? O General William T. Sherman disse tudo, há 150 anos: "A guerra é o inferno."
 
Se você quiser minimizar as baixas civis e, em seguida, minimizar os perigos da guerra, não ajude aqueles que começam as guerras. 
 
Israel foi atacado, não só por um grande número de foguetes, mas também foi invadido – clandestinamente – por labirintos de túneis. 
 
Há algo grotesco sobre as pessoas que vivem a milhares de quilômetros dali, em segurança e conforto, arrogantemente tentando adivinhar ou microgerenciar o que os israelenses estão fazendo em uma questão de vida ou morte.
 
Essas autoindulgências são um perigo, não apenas para Israel, mas para todo o mundo ocidental, pois em tudo revela uma falta de realismo, que mostra desde as desastrosas consequências atuais de nossas políticas no Egito, Líbia e Iraque até futuras catástrofes de um Irã armado nuclearmente.
 
Aqueles que dizem que podemos conter um Irã nuclear, uma vez que contivemos uma União Soviética nuclear, estão agindo como se eles estivessem discutindo sobre povos abstratos em um mundo abstrato. O que quer que os soviéticos fossem, eles não eram fanáticos suicidas, prontos para ver suas próprias cidades destruídas, a fim de destruir as nossas.
 
Quanto à "solução" sempre ilusória para os conflitos entre árabes e israelenses no Oriente Médio, não há nada que se assemelhe vagamente a uma em qualquer lugar no horizonte. Também não é difícil perceber por quê. 
 
Mesmo que os israelenses fossem todos santos – e santidade não é comum em qualquer ramo da raça humana – o fato frio é que eles são muito mais avançados do que seus vizinhos e, de grupos que não toleram as minorias cristãs mesmo que subordinadas, dificilmente pode ser esperada tolerância para com um Estado judeu independente e mais avançado, o que é uma repreensão diária para seus egos.
 
 
Tradução: Maria Júlia Ferraz
 
 
Título original Cease the Cease-Fires
 
 
 
© M@M Proibida a reprodução
 



 
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COMENTÁRIOS
02/09/2014
(João Nemo)

Lúcido como sempre.
 
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