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Diretor-executivo do Greenpeace abre o jogo e quebra a cara: "Como grupo de pressão, usamos o emocionalismo"

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Entrevistado no programa HARDtalk (algo como “Conversa sem rodeios”) da BBC, levado ao ar no dia 05/08/2009, Gerd Leipold, diretor-executivo do Greenpeace International, parecia à vontade no seu papel de homem devotado a salvar o planeta de nós mesmos.

O entrevistador, Stephen Sackur, deixava claro que a entrevista seria para discutir se a abordagem de confrontação do Greenpeace era a melhor opção para vencer o debate sobre mudanças climáticas.
Tudo indicava que a tal conversa sem rodeios  seria, na verdade, uma conversa combinada, onde algumas perguntas mais “duras” já teriam resposta pronta.

Os céticos das mudanças climáticas antropogênicas foram mencionados de passagem, como um grupo alheio ao debate, já vencido.

A grande questão, para o entrevistador e o entrevistado, era como conquistar os políticos e os eleitores mundo afora.

Então, já passados 14 minutos da entrevista, a greenhouse começou a cair. O entrevistador citou o fato deque nenhum cientista levava a sério a idéia propugnada pelo Greenpeace de que as geleiras da Groenlândia se derreteriam nos próximos 20-30 anos. Leipold titubeou, tentando desviar o foco para o suposto big picture.

Nenhuma novidade: sempre que acuados por uma pergunta ou afirmação objetiva quanto ao que fazem e dizem, a evasiva é nos seguintes termos:

“Veja bem...Você tem de ver o contexto geral, não se prenda a esse ponto, etc., etc.”

A conversa morna esquentou, e aos 14min40s, Stephen Sackur falou realmente sem rodeios: “Vocês [o Greenpeace] usam o alarmismo... e com isso, ao longo do tempo, o público ficará cético...”

Sackur estava genuinamente preocupado com a credibilidade da causa verde.  Aos 15min30s a casa caiu, quando o diretor-executivo do Greenpeace declarou:

We, as a pressure group, have to emotionalize issues...And we’re not ashamed of emotionalizing issues…” [Nós, como grupo de pressão, precisamos usar o emocionalismo… E não temos vergonha disso].  O entrevistador observou: “O que você chama de emocionalismo pode ser chamado de scare-tactics [táticas para assustar o público]”.

Dali em diante, pouco mais havia a ser dito ou ouvido, ficando patente que a nau dos insensatos está fazendo água.

Outros detalhes importantes da entrevista:

  • Gerd Leipold defende um “different concept of growth” [um conceito diferente de crescimento econômico]. Traduzindo: quem já se desenvolveu, ótimo. Quem quer se desenvolver, que se contente em ficar como está.
  • Ao 1min30s da entrevista, Gerd Leipold, ainda muito à vontade, comemorava a expansão e intensificação das atividades do Greenpeace na África e América Latina.


Obs.: Gerd Leipold estima entre três e quatro milhões o número de membros do Greenpeace, enquanto o Dr. Patrick Moore, um de seus fundadores, fala em cem milhões. Não sabemos se comemoramos o encolhimento desse número ou se lamentamos que um grupo proporcionalmente tão pequeno faça tanto barulho e estrago por nada.

 

Parte 1/3

Parte 2/3 

Parte 3/3


Ou assista ao vídeo no site da BBC (em inglês, sem legendas) aqui: http://news.bbc.co.uk/2/hi/programmes/hardtalk/8184392.stm

É necessário o RealPlayer, que pode ser baixado gratuitamente aqui: http://brazil.real.com/realplayer/
 

 




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Comentários (4)
4 Sáb, 29 de agosto de 2009 03:09
Mary M.

I really like this fresh, more sensible approach. Unfortunately, governments just love to spend our money on “emotionalism” so the talk about green just goes on and on and on. I do believe we do not have to use strong chemicals and we should make sure the world has clean water and toilets, but, to go to the extremes of greenpeace which takes away the livelihood of many people (propped up by rock stars and other celebrities) can be sickening. The now old media fuss about baby seals is also misleading. By not killing X number of seals each year, the population becomes overgrown and they eat all the fish destroying not only the livelihood of the Eskimos, but of all the fishermen as well. Canada has been badly hurt by the greenpeace bandwagon.

3 Qua, 26 de agosto de 2009 19:30
Fábio Bittencourt

A História das Coisas - A Crítica Story of Stuff, The Critique Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=c5uJgG05xUY Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=zZzHU3ZfTtY Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=AgLrZc7cws8 Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=8XeW5ilk-9Y Review: The Story of Stuff http://www.frozentoothpaste.com/2008/05/09/review-the-story-of-stuff/ The Stuff of Lies http://seoblackhat.com/2008/12/21/stuff/ Story of Stuff Or Story of Lies http://ezinearticles.com/?id=1918754 Annie Leonard’s “The Story of Stuff” review and analysis http://www.andybrain.com/qna/2007/12/07/annie-leonards-the-story-of-stuff-review-and-analysis/

2 Ter, 25 de agosto de 2009 19:40
Roberto

Esse cara do Greenpeace é um charlatão, eu não acredito que existam pessoas nesse mundo que trabalhem para enganar e prejudicar os outros de forma profissional.

1 Seg, 24 de agosto de 2009 15:02
Vinícius

Assisiti muitos desses "HardTalks" e é isso mesmo. Mas o homem do Greenpeace realmente ficou numa posição de mentiroso por profissão.

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