Marc Morano observa que o grande iceberg da teoria do aquecimento global antropogênico (AGA) está a se desintegrar no Mar da Realidade. Fanáticos do AGA estão verdadeiramente em face de um enigma apavorante, um pesadelo. O que fazer para salvar suas reputações e resplandecentes carreiras como cientistas-chefe, presidentes da Royal Society, candidatos presidenciais transformados em ganhadores do Nobel, jornalistas propositores da forca para os céticos, ONGs verdes construtoras de impérios e professores cuja renda e status acadêmico se acumularam por mais de duas décadas de mascateagem do maior golpe anticientífico de todos os tempos e que agora ameaça expô-los todos ao ridículo, numa escala épica, na medida em que as temperaturas globais diminuem?
A resposta é: fingir que isto não está acontecendo.
O breve e histórico rompante de sanidade da BBC na última sexta-feira (09/10), quando perguntou, medrosamente: “
O que aconteceu com o aquecimento global?”, logo cedeu lugar ao serviço normal de desinformação. Hoje (15/10), a BBC
reportou que em duas décadas o Ártico ficaria livre de gelo durante os verões. A previsão foi feita pelo Professor Pete Wadhams, da Universidade de Cambridge, durante o lançamento das “descobertas” da Catlin Arctic Survey:
“Uma equipe de pesquisadores liderada pelo explorador Pen Hadow revelou que as massas de gelo flutuante tinham uma espessura média de 1,8 m – típico do chamado “gelo do primeiro ano” formado durante o inverno anterior e muito vulnerável ao derretimento. A rota da inspeção – até o norte do Canadá – esperava atravessar áreas de gelo “multianuais”, mais antigas, as quais são mais espessas e mais resistentes. Quando os sulcos entre as massas de gelo são incluídos, a expedição constatou uma espessura média de 4,8 m”.
O Professor Wadhams disse ainda:
“Os dados coletados pela Catlin Arctic Survey corroboram a nova visão de consenso – baseada na variação sazonal da extensão e espessura do gelo, nas mudanças de temperatura, ventos e especialmente, na composição do gelo – de que, dentro de cerca de vinte anos, o Ártico não mais terá gelo durante os verões, que a maior parte desse decréscimo se dará nos próximos dez anos”.
Acontece que a Catlin Arctic Survey foi uma piada embaraçosa, tal como detalhada no site
Watts Up With That?, que assim a descreve:
“[N]ão passa de um mal executado truque de relações públicas, recoberto por uma muito fina camada de verniz pseudocientífico”.
Entre outras coisas, o site
Watts Up With That? diz que Pen Hadow e sua equipe (retratados em 2007, quando testavam as roupas impermeáveis que usariam na expedição) inspecionaram muito pouco gelo e produziram muito poucos dados, e que alguns desses dados foram apresentados de forma equivocada; outra inspeção aérea do Ártico, feita pelo Alfred Wegener Institute, com o uso de radar próprio para esse tipo de inspeção, revelou que a cobertura de gelo estava
mais espessa do que o esperado.
No
Times, de Londres, Wadhams é citado dizendo:
“A mudança no gelo flutuante do verão ártico é o maior impacto que o aquecimento global está tendo sobre a aparência do planeta”.
“O derretimento de gelo durante o verão antártico (outubro-janeiro) de 2008-2009 foi o menor já registrado na história da cobertura por satélite da região”.
Então, talvez o ‘aquecimento global causado pelo homem’ só afete a ponta norte do planeta, mas não a ponta sul? É isso?
11% do gelo do terrestre mundial em encolhimento: Manchetes de primeira página.
89% do gelo terrestre mundial em expansão: Silêncio.
E é por isso que deveríamos prestar cuidadosa atenção ao alerta lançado pelo presidente dos Estados Unidos, em suas
palavras de aceitação do
seu Prêmio Nobel da Paz, de que as mudanças climáticas eram uma ameaça inaceitável que poderia danificar para sempre o mundo que deixaremos como herança para nossos filhos.
E também devemos prestar atenção à
ABC News:
“A Al Qaeda e o Talibã estão sendo ajudados pelo aquecimento global”.
Caramba! Agora sim nós realmente deveríamos entrar em pânico.
Tradução: Henrique Dmyterko