“Há uns trezentos anos, uma Sociedade da Terra Plana foi fundada por aqueles que não acreditavam que o mundo era redondo. Essa sociedade ainda existe; provavelmente tem uma dúzia de membros”.
Em fevereiro de 2003, essas palavras saíram da boca do Dr. Rajendra Pachauri
, presidente do IPCC [ONU], que fazia piada dos céticos, dos verdadeiros cientistas, que por natureza e ofício, deveriam ser sempre céticos quanto a qualquer consenso.
Muitas outras, milhares de outras palavras saíram da boca do guru, do grão-mestre de cerimônias das reuniões públicas e fechadas do IPCC da ONU. O grande chefão visível do IPCC, o arauto do apocalipse antropogênico, o líder visível da seita que quer salvar o mundo de nós mesmos, fez piadas, ameaçou e pressionou governos e indivíduos. Sua mais recente e fulgurante aparição no picadeiro foi em Copenhague, durante a (felizmente) parcialmente fracassada COP-15.
Chamado pela BBC de “o mais importante cientista do clima no mundo”, na verdade o Dr. Rajendra Pachauri é um engenheiro de ferrovias, com PhD em Economia, sem nenhuma qualificação em ciências relacionadas ao clima. E mesmo assim, foi ele que, dos bastidores, planejou o último relatório do IPCC- Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, de 2007. Ninguém exerceu mais influência que o grande curandeiro do planeta para que a conferência de Copenhague tivesse lugar e com tanta pompa e circunstância.
Mas agora, esse homem aparentemente possuído por uma fúria santa, aparentemente tão zeloso quanto ao futuro do planeta Terra, tem revelada a sua verdadeira perspectiva de futuro: a fortuna a ser obtida por meio de suas ligações com as companhias de “créditos de carbono”, que já movimenta bilhões de dólares ao ano.
No meio de tanto falatório pseudocientífico, quase escapou à atenção do mundo o imenso portfólio de interesses comerciais que o grão-vizir
Rajendra Pachauri estabeleceu junto a organizações que vêm investindo bilhões de dólares de acordo com as recomendações de políticas do IPCC. Tais organizações incluem bancos, empresas de energia e petróleo, além de fundos de investimento profundamente envolvidos no “comércio de carbono” e nas “tecnologias sustentáveis”, que juntos compõem o mercado de (uma) commodity que mais rapidamente cresce no mundo. Estima-se que, em breve, tal mercado movimentará trilhões de dólares. (Leia também:
http://www.midiaamais.com.br/resenhas/1976-a-fraude-do-aquecimento-global-como-um-fenomeno-natural-foi-convertido-numa-falsa-emergencia-mundial)
Hoje, além da presidência do IPCC, o guru Pachauri ocupa postos em mais de vinte outras organizações e empresas, como diretor ou conselheiro de muitas das entidades que desempenham papéis principais naquilo que ficou conhecido como a “indústria do clima”.
O que realmente espanta é que apenas recentemente veio à luz a quase incrível escala das ligações do Dr. Pachauri. Inevitavelmente, isso suscita a pergunta inconveniente: como é que o principal “alto funcionário do clima global” pode estar também pessoalmente envolvido com tantas organizações que se beneficiam das recomendações do IPCC?
A questão desse conflito de interesses foi levantada pela primeira vez em 15/12/2009, quando, depois uma palestra da COP-15, o senador australiano Stephen Fielding e Lord Monckton, dois proeminentes críticos do IPC entregaram a Pachauri uma cópia de uma carta aberta. Tal carta primeiramente questionava a honestidade científica de um gráfico muito divulgado pelo IPCC em 2007 e novamente utilizado por Pachauri nessa palestra de 2009. A carta exigia que Pachauri não mais usasse o gráfico; mas a carta aberta de Stephen Fielding e Lord Monckton ia além: perguntava por que o relatório não declarava os interesses pessoais de Pachauri em tantas organizações que se beneficiariam das “descobertas” nele contidas. A carta foi distribuída a todas as 192 delegações presentes à COP-15, pedindo a demissão de Pachauri do cargo de presidente do IPCC [ONU].
A influência de Rajendra Pachauri começou a crescer em 1981, quando se tornou diretor do Tata Energy Research Institute, com sede na Índia, do qual ele tornou-se o diretor-geral em 2001. Agora sob outro nome, o Energy Research Institute, TERI, foi montado pelo maior conglomerado empresarial privado da Índia, o Tata Group, com vasto controle sobre siderúrgicas, fabricação de automóveis, geração e distribuição de energia, produtos químicos, telecomunicações e seguros. São mais de noventa empresas no grupo. Hoje, o Tata Group talvez seja mais conhecido mundialmente por ser dono das marcas Jaguar, Land Rover, Tetley Tea e a Corus, a maior companhia siderúrgica da Grã-Bretanha. No Brasil, o grupo iniciou suas atividades na década de 1990, através da TCS-Tata Consultancy Sevices.
Mas as conexões de Rajendra Pachauri com o Tata Group são apenas uma pequena parte de um complexo emaranhado de ligações. Quase sempre ocupando cargos nos conselhos diretores e consultivos de vários grupos, Pachauri presta lucrativos serviços às seguintes empresas, bancos, fundos de investimentos, bolsas de “créditos de carbono”, e é claro, fundações e ONGs: até 2003, foi diretor da India Oil; em 2005, fundou a GloriOil (Texas); é diretor da National Thermal Power Generating Corporation (maior geradora de energia elétrica da Índia); através da filial americana da TERI, recebe fundos da ONU, de quatro agências do governo americano de duas das maiores indústrias americanas de defesa, da Monsanto, da WWF; é membro do conselho da Siderian, um fundo de investimentos em projetos de “tecnologias sustentáveis’, com sede em São Francisco, Califórnia; é membro do conselho consultivo da Chicago Climate Exchange, atualmente maior bolsa de “créditos de carbono do mundo”, que, na prática, regulará o “direito” de emitir CO2; em 2008, tornou-se conselheiro para assuntos de energia renovável e ‘sustentável” do banco Credit Suisse e da Fundação Rockefeller; no mesmo ano, juntou-se ao conselho diretor do Nordic Glitnir Bank, quando este lançou seu “Fundo para o Futuro Sustentável”; também em 2008, tornou-se presidente do conselho administrativo da Indochina Sustainable Infrastructure Fund, que espera, em breve, levantar fundos da ordem de US$150 bilhões; é membro do conselho consultivo do Deutsche Bank; e a lista continua, quase sem fim.
Até o momento não há nenhum sinal de que o Dr. Rajendra Pachauri pretenda pedir demissão da presidência do IPCC, mesmo quando flagrado com a boca na botija, longe dos microfones globais. Afinal, que diferença faria uma mera mudança de guru? Todavia, é importante ressaltar que, se o dinheiro pode ser um enorme motivo para fraudar, mentir e caluniar opositores com tanto zelo, antes e acima dos interesses financeiros há uma ideologia sinistra: a da eugenia. Esta não foi criada pelo guru Pachauri.
O leitor pode encontrar mais nomes interessantes através destes links:
Então, deixem tudo do jeito que esta? Desmatemos mais e mais florestas? Eliminaremos mais e mais espécies de animais e etc? Vamos seres humanos, continuem este progresso maldito, vamos acabar com todas as outras formas de vida, pois elas são insignificantes diantes de nós, seres supremos! Que merda heim, seus merdas!!!!
Mandar um e-mail onde não apresenta um único argumento, dando um chilique digno de uma "franga", sem educação e faz tudo isso com pseudônimo... Continue pensando em termos de matéria fecal e deixe o assunto ser tratado por gente grande. E obrigado pelo exemplo dado aos nossos leitores de como é possível alguém ser absurdamente patético sem fazer nenhum esforço.
Editoria MÍDIA@MAIS
Mais um capitulo da operação salvando as aparências para o arquivo do Henrique Dmyterko: Manmohan backs Pachauri, says India has confidence in IPCC em http://beta.thehindu.com/news/national/article101164.ece?homepage=true
A operação “salvando as aparências” segue. O citado guru além das ferrovias também é um expert em geopolítica e marketing. Friends Across Frontiers em http://timesofindia.indiatimes.com/home/opinion/edit-page/Friends-Across-Frontiers/articleshow/5510140.cms
Mais da farsa: IPCC Asia editor stands by his climate report - http://www.deccanchronicle.com/national/ipcc-asia-editor-stands-his-climate-report-131 Tragedy of errors - http://www.hindustantimes.com/Tragedy-of-errors/H1-Article1-502386.aspx
E, claro! Eles não poderiam perder essa: “One scientific body — the NASA — was worse than the IPCC in predicting the death of Himalayan glaciers” em
http://www.hindustantimes.com/rssfeed/newdelhi/NASA-too-got-it-wrong-on-glaciers/Article1-502473.aspx
É VITAL que os brasileiros se mobilizem para neutralizar este movimento ambiental aquecimentista, encabeçado por pseudo-cientistas que infestam nossos centros acadêmicos, proferindo palavras que tentam, de qualquer maneira, sustentar o IPCC Nacional. Só assim acabaremos com esta falácia no Brasil, já que no resto do mundo, os olhos estão bem atentos. Ricardo Augusto Felicio Prof. Dr. Climatologia DG - FFLCH - USP