Pensador, cineasta, escritor e bom de negócio: "cidadania" também tem limite
Você provavelmente já ouviu falar de Sócrates e Platão, mas talvez jamais tenha ouvido falar de MV Bill. Pois bem: para que você não fique desinformado, ele mesmo trata de explicar num comercial de TV que é, entre outras atribuições, um "pensador". Ou seja: ele poupou a humanidade de gastar séculos para decidir se sua "obra" tinha ou não relevância e resolveu carimbar logo a si próprio.
Mas como nem mesmo um pensador, escritor e cineasta pode escapar de pagar suas contas, MV Bill dá palestras, como esta numa universidade pública (para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2907201009.htm), cobrando 12 mil reais, supostamente por suas canções e eventuais pensamentos.
Ainda em dúvida sobre as qualificações do palestrante? Então assista ao comercial mais uma vez: http://www.youtube.com/watch?v=7HadI9VwHA0









Um corpo de professores universitários que elogiam o brilhantismo de um pseudo-autor que louva (implicitamente) o traficante (Em o "Abusado") e demoniza a polícia (Em "Rota 66") é o modelo de "pensadores" brasileiros - na realidade intelectualóides de merda. É por essas e outras que acabamos flertando com o radicalismo. A imbecilidade nacional (e pq não, MUNDIAL) chegou a um nível estapafúrdio. Quanto mais vejo esse tipo de coisa, mais vontade tenho de me enfiar no meio do mato. Sem celular, televisão, rádio, internet, sem PN - pq a alternativa a isso seria OU a apatia OU radicalização generalizada. A incapacidade de ação real, com resultados palpáveis gera apatia política e contribui para o caos social que nos encontramos ... Para o fundo e avante meus queridos.
As duas últimas gerações de brasileiros são a prova do quanto a imbecilidade esquerdista resulta em desastres. Um amigo de traficantes se autodenominar "pensador" num comercial de empresa de telefonia - cujos executivos realmente devem achar que colocar um sujeito suspeito para fazer propaganda de sua empresa é um ato de esperteza inacreditável - e dar palestras para falar do nada, é apenas um pequeno exemplo disso. Muito mais grave é um presidente da república que pensa que é Deus, mas não passa de um analfabeto, venal, envolvido em falcatruas, amigo de ditadores, cercado por empregados e puxa-sacos que mamam nas tetas públicas, protegido por uma imprensa comprada ou amedontrada que tapa a nudez do rei todo santo dia. Brasil, um país de tolos.
Eu continuo achando que Gustavo Corção foi quem melhor definiu essa abundância de "pensadores" do mundo de hoje. Dizia o grande mestre: "antigamente os imbecis se calavam. Hoje escrevem livros." Pois é: antigamente um Bill sei-lá-das-contas permaneceria de bico calado. Hoje dá palestras a 12 mil cada. Brave new world!!