Álcool: governo garante...
Chega a ser risível a situação do consumidor brasileiro quando se trata de confiar na palavra do governo.
Primeiro foi o gás natural, cujo consumo foi estimulado durante anos pelo governo brasileiro, levando consumidores a converter veículos e indústrias a montarem infra-estrutura baseada no produto, confiando nas garantias do governo quanto ao fornecimento.
Bastou uma crise provocada pela nacionalização de instalações da Petrobras na Bolívia - principal fornecedor do país - para que o produto deixasse de ser atraente, tornando-se um autêntico "mico". Claro, o prejuízo ficou para o consumidor e os empresários.
Agora, o problema é com o álcool combustível, cujo preço aumentou de forma agressiva nas últimas semanas, levando o governo a estudar a autorização da importação do produto com isenção de tarifa.
Diante de mais essa demonstração de fragilidade econômica, não custa nada lembrar que não foram poucos os fanfarrões e nacionalisteiros que há bem pouco tempo estavam afirmando aos quatro ventos que o Brasil tinha todas as condições de suprir o mercado mundial de álcool como combustível alternativo seguro ao petróleo.
Já que não consegue sequer suprir o mercado interno, fica claro que mais uma vez tudo não passou de bravata circense, típica destes tempos de vigarice e falta de responsabilidade que dominam política e amplos setores midiáticos, que andam a reboque de interesses escusos e ufanismo barato dos donos do poder do momento.
Vale ressaltar alguns pontos: Combustível "sustentável" (onde? Se qualquer tipo de "crise" o faz faltar); Carros flex já foram produzidos "prevendo" que o álcool alcançaria o preço da gasolina, fazendo o consumidor ter um automóvel ruim para ambos os combustíveis; e, ainda pior, a falaciosa frase final que "álcool polui igual à gasolina", garantindo que todos os carros sempre terão que ser "vistoriados", pagando por isto, claro! E o cidadão? Sempre perdendo... Ricardo Augusto Felicio Prof. Dr. Climatologia