Brasil virou a grande mãe (Joana)
O Brasil é, decididamente, uma festa: em 2005, o jogador brasileiro de futebol Baiano (com passagens por Palmeiras e Santos) foi contratado para defender a equipe argentina do Boca Juniors. Por lá, contudo, não permaneceu mais do que poucos meses. O motivo? A discriminação por parte de alguns atletas argentinos - entre eles, o goleiro Abbondanzieri, que agora será recebido com honras de herói para jogar num clube brasileiro.
"O Abbondanzieri falou que não podia mais falar negro de m..., porque se falasse ia acontecer a mesma coisa que aconteceu com o Desabato", contou Baiano em seu retorno ao país. Na época, outro jogador argentino, Desabato, havia sido preso no Estádio do Morumbi após fazer comentários racistas dirigidos ao atleta Grafite, então no São Paulo Futebol Clube. (http://www.greennews.jex.com.br/palmeiras+online/baiano+explica+saida+do+boca+juniors)
O fato de Abbondanzieri ter se dirigido a um profissional brasileiro, trabalhando honestamente na Argentina, como "negro de m..." parece não incomodar os dirigentes do Internacional de Porto Alegre, que agora contratam o goleiro. (http://esportes.terra.com.br/futebol/libertadores/2010/noticias/0,,OI4271474-EI14513,00-Internacional+confirma+apresentacao+de+Abbondanzieri+para.html)
A imprensa, por sua vez, parece não se lembrar do fato, e as ONGs de defesa dos brasileiros afrodescendentes não costumam dar muita importância quando as vítimas de racismo são brasileiros "comuns", desvinculados das elites de celebridades esquerdistas ou alheios ao ativismo profissional.
O mínimo que Abbondanzieri deve aos brasileiros é um sincero pedido de desculpas em público. Mas quem terá coragem de lembrar a ele que o Brasil (apesar de um governo que faz de tudo para que o país baixe a cabeça a nossos "hermanos" latino-americanos como Chávez, Morales, Zelaya, Fidel...) não é a casa da mãe Joana?



















Essa é a versão do Baiano. Um rapaz que já passou por vários clubes e nunca despontou. Há uma entrevista dele ao Estadão, logo após o caso Grafite, em 2005, período em que jogava na Argentina, na qual ele relata ser tratado com carinho pelos colegas e com respeito pelos profissionais de imprensa. Essa acusação de racismo por parte do jogador brasileiro foi logo após um desentendimento que ele teve com o Tevez. Ele usou esse argumento e mais que o argentino estaria insultando-o para dar-lhe uma bolada. O próprio goleiro Marcos, do Palmeiras, e então companheiro de equipe do Baiano, desmentiu-o publicamente.