Mais lama
É um verdadeiro segredo de polichinelo que o ex-ministro José Dirceu atua como consultor em inúmeras negociações milionárias envolvendo grupos empresariais.
Mas Dirceu certamente não é o único a acumular poder, dinheiro e influência em escala nunca antes vista, podendo utilizá-los com objetivos venais e políticos.
Junte-se a isso crimes como o assassinato de Celso Daniel, que permanece há anos sem explicações satisfatórias, as vantagens financeiras propiciadas a um dos filhos do presidente da República por uma empresa concessionária de serviços públicos, a censura promovida contra um dos principais jornais do país, citando apenas alguns exemplos, e teremos uma idéia do tipo de situação que se avoluma nos bastidores do poder nacional, diante da qual a prisão do ex-governador José Roberto Arruda chega a parecer um engodo, que tem a vantagem de ser usado politicamente contra a oposição.
Ressalte-se ainda que se o país tivesse uma imprensa minimamente séria e não um amontoado de esquerdistas simpatizantes do partido governista, inocentes úteis, oportunistas covardes e nulidades fúteis, as atividades nebulosas de figuras como José Dirceu já teriam sido escancaradas há muito tempo. Jornalismo, atualmente, é usar as redações para fazer jogo sujo e manipular informações tentando favorecer o partido governista às vésperas de eleições, ou então denunciar os desmandos do governo e seus assessores, mas isentando a figura que deveria ser a responsável por tudo, ou seja, o presidente da República, adotando uma linha editorial esquizofrênica que visa dar credibilidade a uma situação absolutamente insustentável onde o autoritarismo, corrupção e incompetência transbordam diariamente dos altos escalões do governo.
Enquanto isso a oposição tenta, pela milésima vez, criar uma CPI para investigar os desmandos do governo, mas a julgar pelos antecedentes em situações semelhantes, é possível imaginar o resultado disso.
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Vivemos em uma cleptocracia monstruosa, onde o discurso socialista radical justifica as mais absurdas medidas corruptoras, demagógicas e autoritárias, com o dinheiro público canalizado para sustentar a agenda dos autênticos mafiosos esquerdistas que assumiram a coisa pública. O fato de que a imprensa, os setores produtivos e as oposições fiquem inertes é a conseqüência das décadas de doutrinação socialista anestesiante, estimulando a indolência, retirando nortes morais e relativizando tudo.
E aquele prefeito petista de Campinas, assassinado antes, bem antes do Celso Daniel, já descobriram a razão e quem o matou? Alguém lembra o nome dele?