Em “Muito barulho por nada” (1598), Beatriz diz que “é o dever de um homem” defender a honra de Hero, sua virtuosa prima que estava sendo denunciada publicamente, por seu tolo noivo, como “uma qualquer”. Sabendo de suas responsabilidades, o personagem de Shakespeare, Benedito, empunha sua espada para desafiar o vilão que difamou a donzela.
Tal era esperado do “dever de um homem” na repressiva moralidade da antiga Inglaterra.
Isso foi aproximadamente 300 anos antes do psicopata sexual Alfred C. Kinsey visitar a Inglaterra para aconselhar o comitê Wolfenden, cujo relatório foi publicado em 1957, a suavizar suas leis de crimes sexuais.
Citando as desastrosas e fraudulentas descobertas de Kinsey, o Reino Unido liberalizaria suas visões e leis a respeito da homossexualidade e prostituição. O livre mercado do sexo criaria um mundo mais feliz e seguro (veja o papel de Kinsey no meu livro “Kinsey, Crimes & Consequences”, 2003)
No entanto, esta visão alegadamente benigna condicionou mudanças nas atitudes e comportamentos que resultaram nas salas de aulas inglesas treinarem meninas a ser, nas palavras de Shakespeare, “uma qualquer”. Isso tinha que acontecer. Durante décadas, professores ingleses ensinaram educação sexual nas salas de aula, baseados no estilo “Paternidade Planejada” de Kinsey.
Agora, uma recente manchete do Daily Mail Online, no Reino Unido, diz: “Alunos de escolas recebem educação sexual (…) sobre o que está disponível no bordel local”.
A imprensa reporta que crianças da escola, algumas jovens de 14 anos, ouviram um proprietário de bordel descrever seus serviços sexuais, alegadamente para proteger as crianças contra o tráfico sexual. (?) O Mail Online afirma que ao menos 15 escolas reproduziram “uma fita com a gravação de uma cafetina dona de bordel, explicando os atributos das garotas que ela tem a oferecer”. Mas, alguns cidadãos ingleses ainda aparentam reter parâmetros sexuais “negativos e reprimidos”. Esses supostos puritanos acham “impróprio” apresentar descrições de atos e atributos sexuais para cativar garotos e garotas de 14 a 17 anos. (Ninguém mais ousaria dizer “pecaminoso” ou “mau”, obviamente).
Quem faria isso? São fazedores do bem, pessoas alegadamente antitráfico, que acreditam que estimular sexualmente os não-desenvolvidos e impressionáveis cérebros de crianças por 40 minutos criará uma consciência do tráfico. Isso é o que esses palestrantes alegam, pelo menos.
Uma mãe disse que sua filha estava um pouco perturbada com suas aulas de prostituição. Mas é claro, ao invés de o Reino Unido banir mais de 50 bordéis na região de Croydon, South London, as crianças presas nessas comunidades são instruídas no que acontece lá dentro. As crianças cercadas pelos bordéis ouviram uma cafetina, uma “madame”de Croydon, listando não apenas as ações disponíveis, mas preços, “as medidas vitais das prostitutas disponíveis e suas etnias”.
Não é demais esta educação moderna inglesa?
As escolas alegam que as “lições” dadas pela Comunidade de Croydon Contra o Tráfico (CCAT – Croydon Community Against Traffic) são nobres. Alguém se pergunta quantas crianças vão decidir que com esses preços os bordéis oferecem uma boa renda e uma oportunidade de avanço?
Ou ninguém se pergunta se a CCAT é um fachada dos bordéis para recrutar crianças? Um porta-voz antitráfico disse que algumas crianças ficaram “chocadas ao saber que existe um bordel na rua em que eles moram”.
Agora eles sabem exatamente aonde ir!
A meta alegada dessa dessensibilização dos alunos de escola no meio de uma cultura que promove legalmente a garota de programa, a relação casual (o “ficar”), a prostituta, é “aumentar a atenção da comunidade sobre o tráfico humano e particularmente sobre a exploração sexual”.
No entanto, em 2007, o Reino Unido promoveu uma série de TV, “The Secret Diary of a Call Girl” ( O diário secreto de uma garota de programa), sobre as escapadas sexuais da heroína, e a série foi transformada num romance best-seller. A atriz que interpreta a heroína é “uma favorita do público familiar” de séries de TV anteriores. Cada um dos episódios mostra um encontro sexual entre “Belle” e um “cliente”.
O Reino Unido está na frente dos EUA também pelo fato de que o governo oferece trabalho como prostitutas para mulheres em suas “agências de emprego”.
“Agências de emprego do governo ao redor do Reino Unido rotineiramente anunciam para agencias de acompanhantes, clubes de dança de colo, salões de massagem e canais de sexo na TV”, diz um novo relatório do Departamento de Trabalho e Pensão.
Deus meu! Como pode ser inocente erotizar milhares de alunos de escola no Reino Unido que estão prestes a buscar trabalho nestas agências de emprego?
Um Presidente da Campanha Nacional da Família perguntou-se: “Deus, será este um tópico apropriado para jovens garotos num estágio vulnerável do desenvolvimento aprenderem nas salas de aula?”.
Bordéis anunciam legalmente nos jornais de Londres, oferecendo “garotas muito jovens”. Pesquisadores telefonaram para mais de 900 bordéis anunciantes dos jornais e descobriram que 77 etnias diferentes de mulheres estão sendo oferecidas para sexo.
Lembrem-se, vocês britânicos: qualquer que seja a tendência política, como disse Shakespeare, é o “dever de um homem” defender e proteger mulheres, crianças e a sociedade.
Se resta algum homem de verdade no Reino Unido, que ele se levante e se deixe conhecer.
Publicado originalmente no site da autora em 17/07/2009
© Judith Reisman
Tradução por Roberto Ferraracio



















Acredito que divulgar sites como este seja uma forma efetiva de precaver muitas familias sobre esta engrenagem filosofica (aulas de "Educação sexual" baseadas em ideias pervertidas) que já chegou ao nosso país
E ainda tem gente que critica pais que querem educar seus filhos em casa.
É surpreendente a intolerância contra qualquer parecer dos cristãos, mas a adoção ao Islamismo, que não pode ser "desrespeitado", sob pena de "racismo".
A Grã-Bretanha esta desmoronando lentamente, corroida por um câncer visceral e profundo, cujo tumor eclode no meio cultural. Daqui há alguns anos, quando os Islamicos forem os donos efetivos do país, ai sim, as prostitutas e pederastas vão ver o que é bom pra tosse. Quem reclama de discriminação em sociedades ocidentais capitalistas é porquê não conhece o que ocorre no mundo.