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Passeata gay em Copacabana

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Parada ou passeata gay? Parada – se as palavras ainda têm sentido – é, entre outras definições, formatura militar para revista; desfile de tropas de uma guarnição. Já passeata é uma marcha coletiva realizada em sinal de regozijo, reivindicação ou protesto cívico. Chamar a passeata gay realizada em Copacabana, dia 1º de novembro, de parada não tem o menor cabimento – ou tem, se o objetivo dos mentores do evento é confundir a opinião pública ou desmoralizar de vez as paradas militares, a exemplo do que tem feito Lula ao esvaziar em Brasília os desfiles das forças armadas em 7 de setembro.

A passeata gay de Copacabana começou no Posto Seis, por volta das 15h, sob chuva fina e persistente. Sua legenda: “Pelo direito de viver e amar livremente. Diga não à homofobia!”. Em cima do palanque móvel envolto nas cores do arco-íris gay, o governador do Rio, Sérgio Cabral, acompanhado por Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente de Lula, além de familiares e figuras do showbizz, mostrou-se efusivo ao abrir o evento ao som do Hino Nacional, cantado pelo travesti Jane di Castro.

Em seguida, o mesmo travesti, como se fosse mestre de cerimônia, entoou “Bom é Beijar”, o hino oficial da Parada, e pediu aos presentes que, em contagem regressiva, se beijassem na boca, no que foi prontamente obedecido. Depois de muito beijar (a esposa, claro), o governador Cabral não conteve o entusiasmo: “O Brasil está avançando, a democracia se consolidou de vez, nós não podemos aceitar preconceitos. Antes de sair de casa, expliquei ao meu filho de 7 anos que um homem gostar de outro homem ou uma mulher gostar de outra mulher é uma opção de cada um, e que não cabe a ninguém interferir, nem o estado nem a sociedade”.

Já o ministro do Meio Ambiente de Lula, o folclórico Minc – tachado de “veado e maconheiro” pelo governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli –, com o seu eterno colete florido,  aproveitou a deixa de Cabral e mandou recado ao governador do Paraná, Roberto Requião (para quem o aumento da incidência de câncer na mama dos homens  é “consequência das passeatas gays” e do “excesso de hormônios femininos devorados por eles para crescer os seios”), saiu-se com um novo slogan em defesa da causa: “Preconceito da câncer, faz mal à saúde e pode matar” – diagnóstico de pura retórica que, se por acaso real, teria fulminado o próprio Minc, ex-terrorista e assaltante de banco que parece odiar tudo que representa normalidade. 

Em que consistiu a 14ª passeata gay de Copacabana, promovida com o apoio moral e financeiro do governo do Estado e da prefeitura carioca?

No estrepitoso desfile de 16 caminhões com trios elétricos multicoloridos, em torno dos quais evoluíam lentamente, à distância relativamente pequena um do outro, grupos de uns 800 gays e lésbicas, todos arrastados pela fúria de uma trilha sonora (funk e “pauleira”) de furar tímpanos e quebrar vidraças. 

Os apreciadores da atmosfera decadente de “Blade Runner”, ou do melancólico fim de “A Dolce Vita”, não teriam do que reclamar, salvo a ausência completa da sofisticação do filme de Ridley Scott e do tom premonitório da obra de Fellini. De fato, o clima agonizante da passeata gay estava mais para as pornochanchadas de Pedro Rovai ou Osíris do Parsifal Figueroa, intensas nos seus requintes de grossura, promiscuidade e deboche.

 Algumas cenas da passeata gay: 

Cena 1: No asfalto escuro e molhado da Av. Atlântica um travesti, ao som da “Dança do Créu”, arrebitava o traseiro nu em movimentos circulares. Por trás dele, o “bofe” musculoso, de sunga fio dental e gravatinha estilo coelhinha da “Playboy”, fazia com os quadris movimentos de brusca penetração anal, acelerados  com o evoluir da cantoria debochada:

- “Não é mole não!... Créu, créu, créu!... Tem de ter disposição!... Créu, créu, créu, créu, créu!...”

No dueto “pornô”, o travesti de traseiro empinado, ossudo e pálido como um cadáver embalsamado, vez por outra entrava em êxtase agonizante.

Cena 2: Em torno de outro caminhão de trio elétrico, onde se anunciava em “out door” que o “Rio de Janeiro é um Estado Laico”, numa clara provocação à Igreja Católica que repudia a permissividade homossexual, uma roda de travestis, em contagem ascendente, aplaudia um longo beijo de língua entre duas lésbicas (“drag king”), sob os olhares de uma assistência (velhos, mães, crianças, etc.) basbaque.

Enquanto isso, na pista, em meio ao simulacro da orgia pagã, um serviçal do evento, conduzindo no melhor estilo Papai Noel um saco volumoso, distribuía envelopes de camisinha entre os integrantes do desfile:

- É grátis! É grátis!... – dizia, eufórico.   

Cena 3: Mais adiante, no entorno de mais um trio elétrico em que se lia cartaz reivindicando “igualdade de direitos e a preservação da natureza”, dois bofes rumaram ao calçadão, encharcados. Embora houvesse banheiro público, um deles tirou a “pistola” para fora da sunga e fez o serviço ali mesmo, em jatos circulares, defronte de todos. Como não tinha polícia, saí de perto para não ser “contemplado”. Mas indaguei ao tipo, que tinha corpo musculoso:

 - Olha aí, rapaz: você é gay ou bofe?

- Qual é, meu camarada. Pega leve. Vim aqui só faturar a grana das “bichinhas”. Mas o que vier eu traço, tás sabendo?...

Numa “Edição Metropolitana”, O Globo, que se especializou em sonegar os fatos, informou que a passeata reuniu 2,5 milhões de pessoas, ressaltando que a PM não divulgou estimativa de público. Pura mentira. Não ultrapassou a 200 mil, entre espectadores e “manifestantes”, o número de pessoas presentes a passeata. Uns 300 mil, no máximo, como se pode verificar pela internet e em fontes insuspeitas da própria PM. 

O saldo negativo de furtos, assaltos, brigas, etc., conforme declarado pelo Comandante do 19º BPM de Copacabana, Cel. Rogério Seabra, e o rastro de destruição dos sinais de trânsito das principais ruas de Copacabana (JB, 02/11/09) – estes, O Globo, por algum interesse mórbido, preferiu passar por cima. Ao cabo de tudo, Copacabana tinha sobrevivido a mais um ato de extravaganza. Todavia, o cenário era de sujeira, muito lixo, camisinhas pelas calçadas e o odor acre e ativo de urina, fezes e maconha.   

Estas anotações (comprováveis) em torno da passeata Gay de Copacabana não são homofóbicas. Já escrevi uma peça de teatro sobre o tema, tenho amigos homossexuais e um empregado (Antônio, meu xará) a quem ajudo a enfrentar dura luta contra o vírus do HIV. Mas a exploração indecente que os políticos e ativistas de esquerda vêm fazendo da “causa homossexual” é um crime.

Na prática, tal atitude usurpa os recursos destinados ao tratamento do homossexual aidético (vide, por exemplo, a longa crise enfrentada pelo Gafrée e Guinle, antiga referência hospitalar no tratamento de Aids), promove a manipulação política (ideológica) do homossexualismo como claro instrumento eleitoreiro e, mais grave, a desagregação dos princípios éticos da sociedade. De outro modo, como conceber “investimentos pesados” do Estado num evento que procura explorar com requintes de permissividade bárbara a sexualidade invertida de minorias sexuais? Para explorar as divisas do turismo sexual do “segmento” gay?          

Nem Fidel Castro, com toda a miséria econômica que se abate sobre Cuba, a ilha-cárcere, e o horror homicida que devota a gays e lésbicas, seria capaz de semelhante proeza. 

Para concluir: ao ler o depoimento de como Sérgio Cabral ensinava a vida ao filho de 7 anos, um aposentado do infeliz bairro assim se expressou: - “O governador devia ensinar ao filho que, depois de tirar o sossego e enganar os idosos de Copacabana, com uma conversa mole de apoio à 3ª idade, agora partiu para enganar os gays. Esse Cabral não toma jeito”.




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Comentários (6)
6 Qui, 12 de novembro de 2009 17:13
Fernando pInto

Estamos vivendo no período da volta da "inquisição", ou você apoia o homossexualismo, ou você é preconceituoso e corre o risco de ser processado. Não posso mais ter o direito de não gostar de algo. Onde está minha liberdade de ser contra alguma coisa? Parece que as pessoas não sabem diferenciar o que é preconceito e direito de opinião e o pior, a mídia e os políticos estão apoiando este movimento de forma clara, esquecendo-se que existem muitas outras causas mais urgentes e importantes para se apoiar.

5 Seg, 09 de novembro de 2009 12:30
Jonas Vershajidian

Só para constar: o excelentíssimo governador do Mato Grosso do Sul disse que estupraria o ministro Minc em praça pública. A questão que fica: de qual lado você(s) está(ão)?


Prezado Jonas:



Pensamos por um momento que talvez você fosse uma pessoa confusa porém bem intencionada, dai o motivo pelo qual encaminhamos ao sr. Felipe Atxa seu comentário, na esperança que algo produtivo surgisse. Mas diante deste novo comentário e das outras pérolas que nos enviou só podemos concluir que suas opiniões são confusas e NEM um pouco bem intencionadas.


Editoria MÍDIA@ MAIS

4 Sex, 06 de novembro de 2009 12:37
Diazz

Moro no interior de São Paulo e na minha cidade também teve esse evento asqueroso. As pessoas em geral tentando serem simpáticas ao "movimento" foram prestigiar a aberração. O que se viu foram cenas de sexo explícito no meio da avenida, incluindo a participação de menores em sexo grupal. Que Deus nos ilunine pois o futuro será incerto.

3 Sex, 06 de novembro de 2009 10:28
Agapito Costa

Caro Ipojuca, no que tange ao futuro dos desfiles militares de 07 de setembro, ja estão com os dias contados. Citamos como exemplo o que ocorreu em Brasília em 07 de setembro de 2000. Um menino fardado empunhando uma arma de brinquedo causou mau-estar no presidente da República, no Ministério da Justiça e Organização dos Direitos Humanos. Este menino, se vivo for, terá aproximadamente 14 anos. No próximo 07 de setembro será bem provável que se o mesmo voltar a desfilar com um buquê de rosas e tranças no cabelo, do tipo Maria Chiquinha será apludido pelas autoridades que estiverm no palanque oficial. Potanto é a completa reverção de valores.

2 Qui, 05 de novembro de 2009 15:24
Daniel

o governador já me começa com merda: opção sexual não existe. Homens e mulheres não são latinhas em loja de conveniência onde você chega e escolhe qual você prefere. Se é social, biológico, psicológico ou o cara.., não sei. Só sei que não é escolha. E relacionar HIV tão diretamente com homossexuais também é outra coisa, uma vez que é uma doença que não escolhe sexualidade, só contato entre sangue ou líquidos. No mais, passeata gay tá me dando ojeriza mesmo. Quero saber em que universo doido aquilo mostra os homossexuais como pessoas que têm direito à igualdade. O pior é que compactuam e vão lá desfilar, rindo.

1 Qui, 05 de novembro de 2009 08:36
Carlos Elmano

Mais um grande artigo! Parabéns Ipojuca Pontes. Lastimável a confusão entre "opção sexual", algo próprio da vida privada, com promiscuidade e perversão públicas, respaldadas e financiadas por aqueles que deveriam assegurar a ordem e os bons costumes no espaço público. Uma armadilha na qual até cidadãos comuns e decentes têm caído e da qual uma corja política tem se aproveitado.

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