Um artigo no American Thinker, de autoria de Steve McGregor, um ex-estudante da University College London – UCL (onde o terrorista Umar Abdul Mutallab também estudou entre 2005 e 2008) ressalta um ponto importante e que não tem recebido atenção suficiente. Tal ponto diz respeito ao clima geral de opiniões, não apenas na UCL, mas na sociedade britânica como um todo, e que está fazendo muito no sentido de minar o papel britânico na defesa do mundo livre.
McGregor escreveu:
Na qualidade de um americano estudando em Londres, entrevistei vários manifestantes durante os protestos por ocasião da reunião do G-20, no início deste ano. Diante da embaixada americana, juntou-se uma multidão para protestar contras as guerras no Afeganistão e Iraque. “Eu não acho que a Al Qaeda exista” disse-me um homem. “Se você fosse aos países árabes, veria a paz”, completou. Muitos nessa multidão compartilhavam desse sentimento de que a Al Qaeda é simplesmente um mito usado pelo governo Bush para justificar a guerra. Um número impressionante de pessoas acredita que o governo dos Estados Unidos é que esteve por trás dos ataques de 11 de setembro de 2001.
...Enquanto alguns estudantes já tinham comentado a respeito da assustadora presença de grupos islâmicos extremistas na UCL, eu notei a ausência de algo vital: os orgulhosos militares britânicos. Seria mera coincidência que, enquanto Umar estava se preparando para suas provas finais em 2008, a UCL estivesse envolvida numa gritaria promovida pelo centro acadêmico estudantil contra a presença de recrutadores militares britânicos? Uma coalizão de grupos esquerdistas, que incluía a Revolution Socialist Youth Society, a Marxist Society e a Stop the War Society, obteve êxito numa campanha para banir os militares dos eventos estudantis. Em sua tentativa de enfraquecer o apoio a “uma guerra de agressão”, quem pode saber o quanto esses protestos contribuíram para validar a violência que viria no vôo 253 para Detroit?
De fato. O histérico e venenoso preconceito anti-Bush/Blair/EUA/Israel é o clima geral na Grã-Bretanha: a chocante irracionalidade e a épica "reescritura" da história às quais esse clima deu vez, proveram o mar onde nadam o extremismo e o terrorismo islâmicos. Esse clima tomou conta não apenas da esquerda, mas também de uma porção significativa da direita “paleoconservadora”.
A esquerda está consumida pelo ódio aos Estados Unidos e ao Ocidente em geral. Já os paleoconservadores acreditam que “o mundo exterior”— sobre o qual eles só sabem aquilo que a BBC lhes conta, (que Deus nos ajude!) – é um lugar perigoso e assustador, cheio de lunáticos que nos deixarão em paz contanto que não façamos nada que os desagrade; acreditam também que o fato de que esses lunáticos queiram nos matar significa que de fato fizemos algo desagradável a eles. Deste modo, acabam concordando com o mundo islâmico sobre a tese de que é o Ocidente o culpado pela guerra que aquele trava contra... o Ocidente!
O resultado é que, além do fato de que os esquerdistas usam palavras mais compridas, o que separa as visões dos paleoconservadores daquelas dos esquerdistas sobre ‘guerra ao terrorismo’, ‘doutrina da ação preventiva’, ‘Bush estúpido’, ‘Blair cachorrinho na coleira’, ‘levados à guerra por uma mentira’, Iraque, Afeganistão Irã, poderio militar americano e Israel, tem uma espessura menor que a do papel de cigarro.
Pessoalmente, não tenho a menor dúvida de que essa insanidade em massa é a mais importante arma do arsenal dos extremistas islâmicos. O persistente fogo de barragem dessas afirmações ignorantes, teimosas e infundadas, repetidas semana após semana, fornece uma caixa de ressonância letal para as já epidêmicas teorias conspiratórias, ao complexo de vítima e à inversão da relação entre causa e efeito que grassam pelo mundo islâmico, o que por sua vez incita um número desconhecido de muçulmanos britânicos a um grau de histeria ainda maior.
Essa insanidade também desmoraliza (em todos os sentidos), desmotiva e confunde os britânicos não-muçulmanos de tal maneira que esses não mais são capazes de perceber que estão sob o ataque de fanáticos religiosos; em vez disso, se voltam contra seus aliados, os Estados Unidos, criando um clima de derrotismo e apaziguamento antiguerra. Isto enfraquece as tropas britânicas no exterior e garante que nenhum político britânico se comprometerá de forma adequada às guerras no Afeganistão ou no Iraque (sem esquecer a ameaça do Irã), garantindo também que o Ocidente perderá a luta na defesa do mundo livre.
É por tudo isso que os extremistas islâmicos consideram a Grã-Bretanha não só como o seu principal alvo de ataque militar e cultural, mas também como o seu maior território de recrutamento. A miserável UCL é apenas um microcosmo da doença que drena a vontade da Grã-Bretanha quanto à sua autodefesa, e assim, contribui ainda mais para por em perigo o mundo livre.
É uma reprise da doença dos anos 30.
Tradução: Henrique Dmyterko
Alguns de vcs leram o livro "FASCISMO DE ESQUERDA" lá que explica a origem do fascismo norte-americano.
Como disse Churchill sobre os pacifistas da época: " Entre a desonra e a guerra, eles escolheram a desonra, e terão a guerra”.
De fato essa é uma característica curiosa da Grã-Bretanha. Antes da II Guerra havia uma larga simpatia de diversos setores, inclusive aristocráticos, pelo nazismo. Felizmente, parece que depois de dizer e fazer muitas tolices (às vezes com graves conseqüências) eles acabam tomando o rumo certo. O problema é que, antes, nem sempre são eles as principais vítimas das próprias tolices. Como nos deram tantas coisas boas em termos de pensamento e instituições políticas, acho que merecem ser perdoados.
Uma guerra nao se ganha somente com armas de fogo e tecnologia. As doutrinas modernas substituíram a expressao "campo de batalha" por "espaço de batalha", nao só para ressaltar a tridimensionalidade do primeiro, como também para estender seu alcance. E uma guerra da era da informaçao deve ser travada também neste campo.
A militância esquerdista há muito sabe disso, por meio de Antonio Gramsci e sua revoluçao cultural. Uma das formas de guerra de informaçao é a guerra psicológica, que, mui resumidamente, busca agir nas vontades, motivaçoes e emoçoes amigas e inimigas. E se se perdem batalhas nesta guerra, fica muito difícil convencer a opiniao pública a apoiar os outros tipos de guerra, por mais necessárias e justas que sejam.
Parafraseando muitos cientistas e filósofos sérios: deve - se seguir as evidências aonde quer que elas nos levem. Existe uma revista chamada The Trumpet, pertencente a uma igreja nos Estados Unidos chamada Philadelphia Church of God. Independente da crença ou descrença de cada um, é interessante conhecer essa revista, pois ela tem interessantes artigos de Política Internacional, naturalmente mesclados com intrepretação bíblica. É possível encontrá - la na internet no seguinte endereço: www.thetrumpet.com. Seus colunistas costumam abordar temas internacionais que dificilmente encontramos na mídia brasileira, impressa ou audiovisual.