Elaborado como um filme de suspense B dos anos 50, a nova produção com direção de Martin Scorsese resume todo um subgênero de cinema muito praticado em Hollywood (aquele da paranóia antinacional) para em seguida subverter a expectativa do público.
Não se pode comentar demais a respeito da trama, pois revelar algumas das suas reviravoltas poderia trair o desfecho do enredo. Mas vale a pena assistir a mais esta aula de direção cinematográfica de um mestre e conferir a exuberância da realização.
A narrativa nos leva a percorrer o labirinto da mente de um agente Marshal, obcecado com a idéia de que um hospital psquiátrico na verdade realiza experimentos para o governo dos EUA, envolvendo antigos nazistas e os "órgãos de inteligência" de sempre.
Você certamente já viu este tipo de história em algum lugar antes (simplesmente 99% dos cineastas de Hollywood tem certeza de que o governo norte-americano está tramando o tempo inteiro contra seus cidadãos e outros governos "inocentes" ao redor do mundo), mas não da maneira como é construída em "Ilha do Medo". Aqui, a paranóia vai cedendo lugar à confrontação com os aspectos mais sombrios da mente humana. E, no final das contas, o que importa mesmo é a capacidade que cada indivíduo tem em assumir suas próprias responsabilidades - ao invés de buscar em teorias delirantes sobre "caçadores de comunistas" a origem de todos os seus males.
Veja o trailer aqui: http://www.youtube.com/watch?v=apwd76n-TvQ



















Certamente é muito superior ao filme nacional classe "Z" "Lula - O filho do Brasil". A diferença aqui é que a "paranóia" sobre a revolução comunista não é nem um pouco paranóica. A paranóia aqui esta na letargia, covardia, burrice e comodismo dos que podem fazer algo para deter o processo e se omitem, insisitindo na postura do avestruz de enfiar a cabeça no chão como se nada ocorresse.
Assisti o filme e gostei muito.
Gosto muito dos filmes em que vc nunca descobre o final.
Sensacional