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Por que Hollywood ama Fidel Castro?

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F idel Castro é um gênio!”, disse um entusiasmado Jack Nicholson após uma visita ao Führer cubano em 1998. “Falamos de tudo”, o ator ainda acrescentou, extravagantemente emocionado. “Castro é um humanista tal como o Presidente Clinton. Cuba é simplesmente um paraíso!

Jack Nicholson tem dito coisas assim já há anos. Muitos de seus colegas em Hollywood seguem seu exemplo:

 

 
"O socialismo funciona. Eu acho que Cuba pode provar isso”. (Chevy Chase)
                                                         
Castro é
muito altruísta e digno, um dos homens mais sábios do mundo”. (Oliver Stone)
 
Se você acredita na liberdade, se você acredita na justiça, se você acredita na democracia, você não tem outra escolha a não ser a de apoiar Fidel Castro!”. (Harry Belafonte) 
 
Foi a experiência de uma vida sentar-me a menos de um metro dele [Castro]”. (Kevin Costner)
 
As oito horas mais importantes da minha vida”. (Steven Spielberg descrevendo seu jantar com Castro)
 
Enquanto segurava o livro "Fidel: Hollywood's Favorite Tyrant" [Fidel: O Tirano favorito de Hollywood] em seu programa de TV [Fox News], Bill O’Reilly chamava essas celebridades de “Os estúpidos de Hollywood”.
 
Mas pode haver mais à espera dessas celebridades que fornecem peças publicitárias favoráveis a um tirano que, proporcionalmente, encarcerou mais de sua gente do que Hitler ou Stalin, do que sua usual vacuidade pode supor.
 
Meu trabalho era colocar escutas em seus quartos de hotel”, diz o desertor de alta patente da inteligência cubana, Delfin Fernandez. “Usamos tanto câmeras como aparelhos de escuta. A maioria das pessoas não tem idéia de que estão sendo vigiadas enquanto estão em Cuba. Mas suas atividades pessoais são filmadas sob ordens do próprio Castro”.
 
E, de acordo com algumas fontes, Havana, dado o desespero de seus habitantes brutalizados e empobrecidos, recentemente superou Bangkok como a capital mundial do sexo infantil.
 
Ele [Delfin Fernandez] não apenas conheceu alguns dos homens mais famosos do mundo”, diz o jornal London Daily Mirror acerca do desertor cubano, “mas também os espionou e foi testemunha de alguns de seus mais íntimos segredos”.
 
Quando as celebridades chegavam aos hotéis Nacional, Meliá, Habana e Meliá Cohiba”, conta Fernandez, “nós já tínhamos seus quartos completamente grampeados com sofisticados aparelhos de escuta e gravação. Mas não apenas nos quartos; nós também seguíamos os visitantes por toda a parte. Às vezes, fazíamos a cobertura 24 horas por dia. Eles não tinham a menor idéia de que nós os seguíamos”.
 
O famoso cineasta espanhol Pedro Almodóvar foi um alvo especial desse tipo de vigilância, mas nada que tivesse valor para Castro resultou disso. “Todo mundo já sabe que eu sou um maricón!”. Almodóvar riu dos chantagistas de Castro. “Vão em frente! Vão fundo!”.
 
“Fidel Castro é um connaisseur especial dessas gravações e vídeos”, diz Fernandez. “Especialmente dos realmente famosos.
 
E nem mesmo os “amigos” mais próximos estão a salvo desses grampos. O melhor exemplo é o “amigo” de longa data de Castro, o escritor ganhador do Nobel, Gabriel García Marquez. No que parecia ser um tocante ato de generosidade e amizade, Castro deu a seu amigo “Gabo” a sua própria mansão [roubada] em Havana.
 
Nós a remodelamos um pouco antes”, rememora o chefe de inteligência, Fernandez, “e instalamos mais cabos para escutas e filmagens do que a fiação normal para os aparelhos elétricos da casa. Nós gravamos tudo! Fidel não confia em ninguém”.
 
O pessoal mais graduado da inteligência cubana reunia-se para as apresentações desses vídeos quase da mesma maneira que o pessoal de Hollywood se reúne para uma pré-estréia. “Humm, estas cenas são mais escandalosas do que qualquer coisa em seus filmes!”, ria exultante um alto funcionário da inteligência enquanto assistia às extravagantes danças noturnas de uma famosa atriz espanhola.
 
“Agora, compañeros, parece-me que esta señora realmente deveria estar fazendo comentários mais respeitosos sobre o nosso regime, não acham?”, completou o oficial graduado, rindo novamente enquanto olhava a seu redor.
 
Mas americanos famosos são o objetivo prioritário da inteligência cubana”, diz Fernandez. “Quando soubemos que as modelos Naomi Campbell e Kate Moss estavam vindo a Cuba, a ordem foi rotineira: vigilância 24 horas por dia. Então recebemos um alerta de prioridade”, relembra Fernandez, “[p]orque havia um rumor de que elas dividiriam um quarto com Leonardo DiCaprio. O rumor desencadeou uma lufada de atividades, e nós montamos os dispositivos mais sofisticados que tínhamos”.
 
O ator Jack Nicholson foi outra celebridade grampeada e gravada completamente durante a sua estada no Hotel Meliá Cohiba”, declara Fernandez, o responsável pelas escutas.
 
Todavia, pelo menos um dignitário frustrou a inteligência castrista. Em sua visita a Cuba em 1998, os assistentes do Papa João Paulo II descobriram e removeram vários dispositivos de escuta do quarto de Sua Santidade.
 
Talvez Castro tivesse um ressentimento profundo contra o papado. A maioria não se lembra, mas, em janeiro de 1962, o Papa João XXIII excomungou Fidel Castro. Pareceu apropriado, considerando que centenas de homens e garotos cubanos amontoavam-se rumo aos pelotões de fuzilamento enquanto davam gritos de “Vida longa ao Cristo Rei!” em seus últimos segundos de vida.
 
Estranhamente (a princípio), a estrela hollywoodiana Charlize Theron[*] viajou a Cuba em 2007 e retornou sem cantar louvores ao seu regime stalinista, louvores que habitualmente emanam de seus colegas após tais visitas.
 
Logo, asas começaram a brotar dos porcos mundo afora.
 
Durante a sua visita, a Srta. Theron ajudou a produzir um documentário (East of Havana) sobre artistas de hip-hop cubanos e que projetava o regime de Castro numa luz negativa.
 
Porcos ao redor do mundo começaram a bater asas, taxiando até a cabeceira da pista.
 
No programa da rede ABC “Good Morning America”, Charlize Theron disse: “Eu acho que a geração cubana mais jovem está começando a dizer, ‘Sabe de uma coisa? Isso não funciona. Nós não estamos contentes. Queremos ter liberdade de expressão. Queremos poder viajar’”.
 
A essa altura, todos os porcos, de Bangkok a Estocolmo, estavam galopando e batendo as asas loucamente enquanto se aproximavam do final da pista.
 
Durante uma entrevista subsequente na CNN, o âncora Rick Sanchez começou perguntando a Theron acerca da falta de liberdades em Cuba. Ela interrompeu a pergunta com o seguinte: “Eu diria que há falta de liberdade nos Estados Unidos”.
 
Opa! – Porcos ao redor do mundo prontamente recolheram suas orelhas e desaceleraram suas batidas de cascos e asas.
 
Se bem me lembro”, explicou a ganhadora do Oscar de melhor atriz, “há algum tempo atrás alguns repórteres foram demitidos por falarem na televisão sobre como se sentiam quanto à guerra”.
 
Mas você acha que a falta de liberdades em Cuba é comparável à falta de liberdades nos Estados Unidos?”, perguntou Sanchez.
 
Bem, eu compararia”, respondeu Theron. Os porcos em todo o mundo agora pararam de bater asas e viraram suas orelhas em atenção emocionada. “Eu compararia as duas”, continuou Theron. “Sim, definitivamente”.
 
A centímetros do fim da pista, porcos no mundo todo afundaram seus calcanhares e reverteram seus motores, assim permanecendo no solo. “Ah!”, guincharam. “Agora sim. É assim que se fala!”. Com suas asas recolhidas, retornaram à suas pocilgas, grunhindo de contentamento.
 
Após muitas noites de escrutínio e meditação, o melhor que a minha equipe de analistas pôde determinar é que Charlize Theron igualou as políticas de um regime que encarcerou prisioneiros políticos numa proporção maior do que Stalin, que metralhou famílias inteiras por tentarem viajar para fora do país, que determina (sob pena de prisão ou fuzilamento) o que seus governados podem ler, dizer, ganhar, comer (tanto em substância quanto em quantidade), onde devem morar, trabalhar ou para onde viajar – ela iguala este regime a um governo sob o qual empresas privadas, controladas por seus acionistas, demitiram alguns funcionários porque estes violaram regras das empresas.
 
OK, então Cuba é um lugar repressivo – mas não mais repressivo do que os Estados Unidos. Charlize Theron deixou isso claro. Então, daremos mais tempo a ela. Como filósofa política, ela obviamente ainda não pode se ombrear com os melhores e mais brilhantes de Hollywood. Mas ela começou de forma promissora. Pelos padrões de Hollywood, a sua lógica parece sem falhas.
 
Publicado originalmente em American Thinker em 11/05/2009.
 

 

Tradução: Henrique Paul Dmyterko

 


[*] Nota da Redação: Charlize Theron é mais um dos inúmeros casos de estrangeiros cujo sucesso deve-se inteiramente a sua aceitação no mercado norte-americano, e que nem por isso se furtam de tecer críticas aos EUA: ela é sul-africana.



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Comentários (3)
3 Qui, 04 de junho de 2009 17:51
Santilhana
É pura perda de tempo, qualquer tentativa de racionalização, com admiradores de ditaduras "socialistas". Não se usa razão, contra fanáticos, tanto em política quanto em religião. Vide os Bispos Hernandez, Macedo, Romildo e caterva com seu milhares de seguidores.É uma hipnose coletiva levada pelo encantamento das palavras (o nosso presidente que o diga). P.S ... ia me esquescendo de...Evo, Hugo, Lugo, Lula,...(nossa! parece língua de símios).
2 Sex, 29 de maio de 2009 17:09
Lima Renato

O que esperar de uma menininha (Charlize Theron) que apoia o aborto. Essas pessoas se entendem!

1 Sex, 29 de maio de 2009 13:39
Francisco

O assunto é sério, mas Humberto Fontova usa muito bem o humor para revelar não só as artimanhas de Castro como a estupidez das "cabeças" hollywoodianas. O paralelo com os "artistas e intelectuais" brasileiros é inevitável.

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