Assim sendo, o candidato a presidência pelo PSDB José Serra não afirmou nada demais sobre as ligações do autoritário regime boliviano com o tráfico, tendo apenas constatado os fatos.
Como de praxe, entretanto, a mídia brasileira, verdadeiro ninho de esquerdistas sonegadores de informações, quando não seriamente despreparados, que reduzem tudo a conversa de boteco e conflito de versões, apressou-se em tentar criar mais uma polêmica vazia.
Deve-se reconhecer, contudo, que para uma imprensa que há anos se recusa a investigar as ligações do partido que governa o Brasil com uma organização terrorista que é uma das maiores traficantes de drogas da América Latina, as FARC, e não consegue ou não quer fazer as deduções lógicas da presença de membros da organização terrorista colombiana no Brasil sob a proteção do governo brasileiro, tentar polemizar em cima de uma afirmação óbvia não é nada.
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Quando eram os militares que governavam a Bolívia e o problema das drogas surgia sempre eram lançadas acusações contra as autoridades bolivianas pelo envolvimento, omissão e corrupção em relação ao assunto e a mídia divulgava amplamente. Agora querem criar polêmica. Nada como um dia depois do outro...
As ligações do tráfico de drogas com organizações internacionais deveriam ser objeto de investigação da grande imprensa, que prefere dar voz a tipos duvidosos, que insistem em classificar problema das drogas como questão de saúde pública, ou usam a ideologia para omitir informações ao público - basta ver o que diz o sr. Maierovici, queridinho da mídia esquedista, que vive lançando insinuações ou acusações contra o governo colombiano nessa questão, mas se omite completamente de falar sobre as FARC, ou os vínculos que o tráfico de armas e drogas tem com guerrilhas ou governo esquerdistas, como o venezuelano.
O leitor Daniel está certo, o assunto merece não só atenção, mas investigação. Mas vai que alguém chega no lugar errado numa investigação dessas - como por exemplo a um certo partido que até comitê de apoio às FARC já abriu no país, iniciativa do beneficiário de violação de siligo bancário de um humilde trabalhador, que é tido e havido como um tipo de ponte entre empresários e os mafiosos que governam o país - e ai a "casa cai", porque o esquema de poder montado pelos bandoleiros esquerdistas com cumplicidade dos velhos coronéis e patrimonialistas é muito forte e a reação seria imprevisível. Então é mais fácil a mídia ser esse amontoado grotesco de comadres esquerdistas caducas e fofoqueiras, competindo para ver que é o maior lacaio do petismo e do politicamente correto. E pelo visto, até o momento, a Folha de São Paulo ganha disparado no show de puxa-saquismo.
É curioso notar como, ao menos na Folha de S.Paulo, o tema é tratado como lance de campanha eleitoral, e ninguém se interessa por uma questão que seria naturalmente interessante para jornalistas de verdade, e não essas prostitutas vendidas ao partido que está no poder: afinal, de onde vem esse oceano de cocaína que se espalha pelo Brasil? Ele cai do céu? Essa questão não merece pelo menos um pouco de atenção em um ano eleitoral?