Os esbirros do IPEA acabam de divulgar mais uma estrovenga,
disfarçada de trabalho científico, que visa a dar sustentação empírica ao furor ideológico dos sectários marxistas que tomaram conta da instituição no Governo Lula. É absolutamente inacreditável como se deixa usar o nome de uma instituição pública, financiada com dinheiro dos contribuintes, para divulgar uma trapizonga daquelas, recheada de erros grosseiros – infantis mesmo. Pura estupidez, misturada com desonestidade intelectual.
Para começar, não se divulga um só dado estatístico em todo o "trabalho". Não se menciona uma só fórmula de cálculo, nem tampouco a metodologia aplicada. Aliás, minto! Informa-se simplesmente que os dados foram obtidos das contas nacionais, do IBGE, nos seguintes termos:
“Para aferir a produtividade do setor público no Brasil, os procedimentos metodológicos são múltiplos, dependendo, por exemplo, das fontes de dados primárias a serem adotadas, como as contas nacionais e regionais, os registros administrativos de execução orçamentária ou outros dados setoriais ou contábeis. Em todas as situações possíveis, contudo, calcula-se a razão entre o que foi produzido em termos quantitativos ou monetários pelo número de ocupados envolvidos na atividade econômica.
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Para a medida nacional de produtividade anual na administração pública desde 1995, utilizou-se o valor agregado definido pelas contas nacionais e a força de trabalho ocupada, segundo a PNAD, ou seja, as informações oficiais geradas pelo IBGE. Tais aproximações são apresentadas para incentivar a elaboração de mais indicadores e o seu aperfeiçoamento.” (sic)
Como a administração pública não produz mercadorias ou serviços mensuráveis monetariamente, pois em tese os serviços que presta não são medidos por preços unitários, nem cobrados de forma direta, é quase impossível medir a produtividade do setor público, pois não há uma medida de "output" a ser confrontada com a quantidade de trabalho utilizada. Então, num exercício absolutamente oportunista e equivocado, os “sábios” do IPEA resolveram pegar os dados do "valor adicionado, por classe de atividade", dividir pela mão de obra empregada e daí extrair uma medida de produtividade.
Não seria nada demais, se o principal componente do valor adicionado do setor público não fosse a massa salarial agregada. Assim, nos anos em que o governo é generoso com os servidores, a "produtividade" cresce, e vice-versa. Não espanta, portanto, a ocorrência de enormes variações de um ano para outro, ou de um estado da federação para outro, de uma medida cujo incremento (ou redução), historicamente, costuma ser ínfimo a curto prazo.
Como se pode facilmente notar, o IPEA comparou laranjas com abacaxis. Enquanto a produtividade do setor privado é mensurada pela relação entre quantidades de produtos e serviços produzidos e indivíduos economicamente ativos, a produção do setor público é calculada em função dos salários e das despesas. Os economistas Samuel Pessoa e José Roberto Afonso deram o seguinte exemplo, que bem ilustra a desonestidade intelectual do senhor Pochmann et caterva: de acordo com o critério utilizado, “se uma empresa contrata empregados e os deixa em casa dormindo, perde produtividade; se o setor público fizer isso, a produtividade não cai”. Eu vou além. Sempre que os governos são generosos com os salários dos servidores, a “produtividade” do setor público cresce, e vice-versa.
Não surpreende, portanto, que o próprio “trabalho” tenha chegado a resultados tão discrepantes, quando comparou a “produtividade” do setor público por regiões e por estados. De 1995 a 2004, segundo o “estudo”, a produtividade do Nordeste e do Centro-Oeste teria crescido 39,8 e 49,3% respectivamente, enquanto todas as demais regiões tiveram queda (N = 2,8%; S = 1,3%; SE = 0,2%). A comparação entre estados, então, chega a ser risível, tamanhas são as diferenças. O funcionalismo público de Roraima, por exemplo, teve um aumento de produtividade de 136% entre 1995 e 2004, enquanto o pessoal do Rio de Janeiro involuiu 1,5% no mesmo período. Pela análise do IPEA, todos os barnabés do país precisam fazer um estágio em Roraima.
Outra coisa que não fica clara é o tratamento dado à mão de obra terceirizada, vinculada ao setor público. Não consegui saber se essa mão de obra foi apropriada naquele setor ou não. Tal informação também seria de suma importância, haja vista que o setor público é, de longe, o maior tomador de mão de obra alugada.
Como salientou José Roberto Afonso, em nota técnica cuja leitura eu recomendo enfaticamente, “o Comunicado da Presidência no 27 do IPEA não observa o mínimo critério econômico, nem o bom senso mais elementar e trabalhos como esse podem prejudicar a reputação dessa instituição construída ao longo de mais de quatro décadas de atuação em pesquisas e análises econômicas”.
Nota Redação M@M: sobre o tema leia também Seria cômico se não fosse trágico e Proselitismo Econômico Aplicado
Como costumava dizer o Reinaldo Azevedo sobre o Pochmann: vamos comprar um Chicabom para ele.
Digo, isto por que a dona Marcela, uma amiga que tenho é dona de duas escolas particulares e realmente ela me disse que combinou com a diretora da escola pública em frente para aceitar alguns alunos que são da inteira confiança dela. Esses alunos chegam na escola pública e fazem com com que as aulas não aconteçam. Não há punição alguma para eles, entendeu? SEGUNDO, a diretora da escola pública os alunos não podem ser expulsos por que os Conselhos Tutelares não deixam, seja lá o que for isso. Entendeu? Quando ela me contou isso. eu falei ..é isso mesmo..vc é das minhas...Dona Empreendedora. QUEM DEVE SER PRESO NESTA HISTORINHA QUE EU ACABEI DE CONTAR?
Caros, Experimente, então, trabalhar em uma escola pública com umas 10 escolas particulares ao redor...e vc verá que não estou mentindo.
Caros, só por que eu falei da escola pública já me chamou de "socialista" como se o público não produzisse riquezas! Uma vez que "não deixam" o serviço público produzir...quem é que vai produzir?..o privado e sempre carregando a pompa de "os competentes'.
Já que estamos falando dos serviço público em geral, a educação pública continua ruim, simplesmente por existir interesses privados. E não se produz mentes pensantes nas escolas mais..e isto é por haver interesses educacionais privados. Ai do professor que se atrever a ensinar bem...tá ferrado!!
Prezado Nell
Gratos pelo seu contato.
Infelizmente, vc não tem a menor idéia do que está escrevendo. O fato de existirem interesses privados não tem a menor importância com a decadência da escola pública e muito menos com a inexistência de professores capacitados; pior ainda imaginar que alguma professor que por ventura ensine corretamente esteja "ferrado", seja já o que isso for.
Inclusive essa idéia contida no seu e-mail é resultado de duas coisas: 1 - socialismo em doses cavalares, e 2 - ignorância, decorrente do socialismo, que resulta na incapacidade de concatenar idéias e tentar analisar a realidade à luz dos fatos, sem sofismos e preconceitos absurdos.
Editoria MÍDIA@MAIS
(continuação)
"Os dez primeiros da lista são, pela ordem: Suíça, Estados Unidos, Cingapura, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Japão, Canadá e Holanda. O último colocado é o Burundi. O estudo analisa as condições que os países oferecem para que as empresas nele instaladas consigam competir internacionalmente, a partir de 12 ?pilares?, incluindo segurança institucional, infra-estrutura, estabilidade macroeconômica, saúde, educação, mercado de trabalho e sistema financeiro. "
no aguardo,
Caro Ricardson,
Avançar algumas posições nesse ranking, especialmente em relação a países sul-americanos e outras beldades intervencionistas, como a Russia, eu não diria que é uma grande virtude. Aliás, no ranking de 2010 do "doing business", divulgado também recentemente, nós retrocedemos algumas posições e continuamos no fim da fila. Em termos de ambiente de negócios, ainda temos um longo caminho a trilhar. Minha opinião sobre o tema está no artigo "Ambiente mal assombrado".
Abrs
João L Mauad
Prezado Joao Luiz Mauad,
solicito sua análise sobre o Relatório de Competitividade Global, o qual afirma que o Brasil avançou oito posições e é o número 56 na lista mundial de competitividade.
"O Brasil subiu oito posições na lista dos países mais competitivos do mundo em 2009. No Relatório de Competitividade Global, divulgado hoje, o Brasil aparece na posição 56 ? passando todos os países da América do Sul, com exceção do Chile. (continua)
"sic – no meu dicionário e no mundo onde vivo, produtividade pode ser alta ou baixa, boa ou ruim, mas produtividade ineficiente, eu nunca vi" Essa observação do colunista é mais importante do que pode parecer. A degradação da linguagem, a falta do mínimo domínio dessa, são marcas inconfundíveis do homem-massa no poder.
Para isso foi escalado o Sr Pochman: produzir números e análises, sob uma grife outrora respeitável, para suprir a ideologia do governo. Era preciso um economista à altura dessa tarefa.
E ainda tem gente que leva esse Pochmann a sério....