Ahmed Wali Karzai, irmão do presidente afegão, “um elo entre os americanos e o Taleban” e “um suspeito de agir no crescente comércio ilegal de ópio no país”, de acordo com o New York Times, “recebe pagamentos regulares da CIA há já quase oito anos”.
Esta notícia desagradável tem muitas implicações negativas para a presidência de Hamid Karzai; a que mais me interessa agora é como ela confirma seu status de político sustentado, um líder que desfruta de sua atual posição devido ao suporte estrangeiro.
Karzai não é o único político sustentado do Oriente Médio; outros que me vêm à mente incluem
Nuri al-Maliki, do Iraque, Saad Hariri, do Líbano e Mahmoud Abbas, da Autoridade palestina. Digno de nota é o fato de que em 2000, Washington não sustentava nenhum político, mas agora tem quatro deles.
Alguns políticos mantidos pelo apoio estrangeiro acabam por estabelecer o seu próprio governo e legitimidade — a monarquia jordaniana está por sua própria conta desde a destituição de Glubb Pasha em 1956. Todavia, normalmente eles fracassam: este foi o destino da monarquia iraquiana em 1958, do ultimo Xá do Irã em 1979, de Anwar Sadat em 1981, da República Popular do Iêmen em 1991 e da República Democrática do Afeganistão em 1992.
Assim também, e com toda a probabilidade, os governos de Hamid Karzai, Maliki, Hariri e Abbas entrarão em colapso.
Tradução: Henrique Dmyterko
Publicado original e simultaneamente no National Review Online: The Corner e no
blog do autor em 28/10/2009
Já que o petróleo (derivados líquidos + gás) responde por mais de 50% das fontes primárias de energia mundiais, alguma ideia melhor de como evitar a explosão do barril de pólvora?