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Quando Fidel Castro ditava à mídia americana

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Não podemos abandonar a propaganda nem por um segundo. A propaganda é vital - ela é o coração de todas as lutas. (Fidel Castro, em carta a um colega revolucionário, 1954)

Um repórter estrangeiro – preferencialmente um americano – nos era muito mais útil àquela época do que qualquer vitória militar. Muito mais valiosos do que os recrutas rurais para a nossa força guerrilheira eram os recrutas da mídia americana para exportar nossa propaganda. (Ernesto “Che” Guevara, em seus diários).
 
Em todos os aspectos essenciais, a batalha de Castro por Cuba foi uma campanha de relações públicas travada em Nova York e Washington. (Hugh Thomas, historiador britânico)
 
Travada e habilmente vencida, eu poderia acrescentar.
 
Mas, mesmo depois da vitória, os auxiliares americanos de relações públicas de Castro permaneceram de prontidão para cumprir o dever. À época em que Castro foi recebido sob delirantes e ensurdecedores aplausos, tanto na Harvard Law School [Faculdade de Direito de Harvard]quanto no National Press Club, em Washington, DC, (cuja maioria dos membros se opõe à pena capital) em abril de 1959, os pelotões de fuzilamento de Castro tinham assassinado 1.168 homens – e garotos, alguns com apenas quinze anos de idade. E já por meses, Fidel, Raúl e Che vinham remodelando as mansões de que se apossaram na calada da noite para reunirem-se com agentes da GRU [serviço de inteligência militar soviético] e selar a stalinização de Cuba.
 
A Cuba de Fidel Castro hoje está livre do terror”. E isto foi dito pela famosa repórter e fotógrafa Dickey Chapelle numa matéria Reader’s Digest [Seleções] em abril de 1959(sim, até mesmo a normalmente razoável Seleções provou-se suscetível à castromania). Nessa altura, quase dois mil homens e garotos tinham sido fuzilados sem julgamento. E milhares de mulheres foram presas pelo crime político de serem esposas, filhas e mães dos homens executados sumariamente. A maioria dessas mulheres era de origem humilde, e muitas eram negras. Esse horror stalinista, de encarcerar e torturar mulheres e meninas, era completamente desconhecido em nosso hemisfério até que fosse instalado pelo homem incensado por Barbara Walters, Andrea Mitchell, Diane Sawyer e Oriana Fallaci (sim, até mesmo Oriana Fallaci, uma esquerdista de toda vida, mas que mais tarde mostrou-se bastante razoável, teve um breve caso amoroso com a castromania na juventude).
 
As liberdades civis foram restauradas em Cuba e a corrupção parece estar morrendo”, continuava a matéria de Chapelle na Reader's Digest. “Estes são grandes passos adiante e foram dados contra temíveis obstáculos”.
 
Castro é honesto”, reportava a revista Newsweek de 13 de abril de 1959. “E um governo honesto é algo sem precedentes em Cuba... pessoalmente, Castro não é nem remotamente um comunista”.
 
Podemos agradecer às nossas estrelas da sorte por Castro não ser comunista”. William Atwood, na revista Look, primavera de 1959.
 
Muitos cubanos não viam nenhuma razão para tais agradecimentos. Num dia de maio de 1959, apenas cinco meses após o triunfo da gloriosa Revolución de Castro, o Comandante da Força Aérea cubana, major Pedro Diaz-Lanz, disse a seu amigo Eddie Ferrer: “Eu preciso contar aos americanos e ao mundo o que está acontecendo aqui e começar a luta contra esses comunistas. Todos parecem estar adormecidos”.
 
Uma semana depois, Diaz-Lanz renunciou ao seu posto e declarou publicamente que o governo civil de Castro era uma simulação oca, nada além de uma fachada para os comunistas treinados pelos soviéticos e que de fato estavam comandando o show por trás da cena, especialmente nas funções cruciais dos militares e da polícia. Diaz-Lanz então embarcou a mulher e os filhos num pequeno barco e escapou rumo a Miami, apenas a tempo de evitar um pelotão de fuzilamento.
 
Nos EUA, e depois de semanas batendo freneticamente às portas e rouco de tantos telefonemas, Diaz-Lanz finalmente compareceu diante de uma audiência pública do Subcomitê de Segurança Interna do Senado. Data: 14 de julho de 1959.
 
Mr.SOURWINE (Conselheiro-chefe): Castro é amistoso para com os Estados Unidos?
 
Major DIAZ: Não.
 
Mr.SOURWINE : Mas Fidel Castro disse, em muitas ocasiões, que ele é amigo dos Estados Unidos. O senhor está dizendo que isto não é verdade?
 
Major DIAZ: Ele está mentindo.
 
Mr.SOURWINE: O senhor testemunhou pessoalmente algum exemplo de propaganda antiamericana na Cuba sob o regime de Castro?
 
Major DIAZ: Sim, senhor.
 
Mr.SOURWINE: O senhor sabe que há muitas pessoas que dizem que Fidel Castro não é, ele mesmo, um comunista.
 
Major DIAZ: Eu estou absolutamente certo de que Fidel é um comunista.
 
Mr.SOURWINE: O senhor está absolutamente certo de que Fidel é o quê?
 
Major DIAZ: De que Fidel Castro é um comunista. Acrescento que estou preparado, uma vez que os comunistas têm um bem conhecido sistema pra tentar destruir as reputações de qualquer um que discorde deles...
 
Os auxiliares de Castro na mídia americana (que de início ignoraram Diaz-Lanz, na esperança de que ele fosse esquecido) ouviram os depoimentos e esfregaram as mãos, aprontando-se para o trabalho. Rapidamente, desceram dos poleiros e recarregaram as metralhadoras verbais: “Esta não é uma revolução comunista em nenhum sentido da palavra”, escreveu rapidamente o principal jornalista do New York Times em Cuba, o ilustre e temido Herbert Matthews. “Em Cuba não há comunistas em posições de controle”, enfatizou Matthews. “As acusações do major Pedro Diaz-Lanz são rejeitadas por todos”, escreveu Matthews, direto de Havana.
 
Mas ao mesmo tempo em que Diaz-Lanz advertia, quando revelou os comunistas, as refutações e negações destes eram apenas a metade da história. Além da negação, o revelador da verdade precisa ser caluniado, manchado, difamado; sua personalidade pública precisa ser destruída, “assassinada”— tão certamente quanto foram assassinados fisicamente centenas de homens e garotos pelos pelotões de fuzilamento comandados por Che Guevara. Mas não era preciso se preocupar... a mídia americana da época era extremamente capaz de dar conta dessa missão.
 
Fontes (Castro ou seus capangas) me revelaram que o major Diaz-Lanz foi destituído de seu posto por incompetência, extravagância e nepotismo”, continuava Matthews em seu artigo de primeira página no New York Times. “Fidel Castro não apenas NÃO é comunista, como é, decididamente, ANTICOMUNISTA”.
 
Recentemente, a ilustre crítica de mídia do New York Times, Alessandra Stanley, escreveu que: “No miserável mundo do cable news [canais de notícias 24 horas, via TV a cabo], os fatos, meias-verdades e opiniões apaixonadamente tendenciosas se misturam na tela, tal como roupa lavada numa secadora industrial— sem os amaciantes da checagem de fatos e da ponderação”. Ela talvez tenha esquecido que quando alguma coisa sai da boca de um ditador stalinista, o New York Times não vê nenhuma necessidade de checar os fatos.
 
E os serviçais da propaganda castrista estavam apenas se aquecendo. O New York Times soou sua trombeta e então o resto da matilha midiática correu para cerrar fileiras (lembre, isto foi em 1959), latindo, uivando, abanando os rabos, resfolegando para se juntar à caçada. A matilha também estava muito ansiosa por uma oportunidade de cercar e malhar um homem que arriscou sua vida, fugindo para os Estados Unidos sem tostão, para alertar sobre aquilo que viria a ser a mais grave ameaça de sua história.
 
É um ultraje que o Congresso conceda tribuna a um aventureiro cubano ressentido para denunciar a revolução cubana como comunista!”, ladrava Walter Lippmann [*] poucos dias depois no New York Herald Tribune. Uma semana depois, em artigo no Washington Post, Lippmann enfatizava: “Seria um erro ainda maior sequer sugerir (grifos meus) que a Cuba de Castro tem qualquer perspectiva real de se tornar um satélite soviético”.
 
A propósito, o Prêmio Pulitzer que Lippmann recebera no ano anterior ressaltava a “sua distinção como analista de política externa incisivo e que vê o futuro(grifos meus).
 
O jornal Atlanta Constitution latiu em seguida: “O major Diaz-Lanz é simplesmente um mercenário decepcionado”, escreveu o seu redator-chefe e editor Ralph “Consciência do Sul” McGill, (que na época estava em Havana, batendo papo alegremente com Fidel e Raúl). “Fontes confiáveis me revelaram que o major Diaz-Lanz esteve envolvido em lucrativas atividades clandestinas”, continuou McGill. “Diaz deixou Cuba porque estava envolvido com o mercado negro”.
 
Em 1964, o Presidente Lyndon Johnson condecorou esse propagandista asqueroso e mestre da difamação com a Medalha Presidencial da Liberdade (grifo meu). “O desejo pela dignidade e liberdade individuais está nos genes de toda a humanidade”, proclamou McGill durante a cerimônia solene. Sim, Mr. McGill — e surpreendentemente, também está nos genes dos cubanos. Pergunte aos milhares de cubanos, quando crivados de balas pelos pelotões de fuzilamento, gritavam “¡VIVA CUBA LIBRE!”, enquanto você fazia o trabalho sujo pelos assassinos com quem confraternizava.
 
Em momentos melancólicos, imagino Rush Limbaugh, Glenn Beck, Sean Hannity, etc., na lista do pessoal da mídia quando Pedro Diaz-Lanz irrompeu na cena política americana com algumas revelações bastante importantes...
 
Tradução: Henrique Dmyterko
 
Publicado originalmente no American Thinker em 31/10/2009
 
[*] NT: Em 1946, já famoso e respeitado, Walter Lippmann propugnava a aceitação de uma esfera de influência soviética no leste europeu, ao invés de uma política de confrontação.



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Comentários (3)
3 Sex, 27 de novembro de 2009 18:11
vida

che o verdadeiro respeito pela vida


Acima, um breve exemplo de sodomização mental sonambúlica.


Editoria M@M

2 Sex, 27 de novembro de 2009 15:59
Agapito Costa

Acrescento: Dois destacados heróis da Sierra Maestra que foram alijados em vertude de suas convicções anticomunistas foram Huber Matos e Camilo Cienfuegos. Este último foi uma das grandes figuras do Movimento de 26 de julho e da Revoluçãso Fidelista Depois de 01 de janeiro de 1959 sua popularidade chegou aproximar-se a de Fidel Castro, não só pela bravura, mas também pela firmeza de seu carater. Após a vitória, em meados de 1959 surgiram acusações contra Huber Matos em Camagüey. Cienfuegos que era o chefe do Estado Maior do Exército Revolucinoário, fez a viagem "Cessa" para interrogar Huber Matos, e não mais retornou. Conta-se que todos foram fuzilados por ordem de Fidel Castro. Os mesmos eram contra a implantação do comunismo.

1 Sex, 27 de novembro de 2009 09:54
Direito

Vejam só que coisa nojenta:


http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/dias-sordidos/#comment-814458


Eles são assim, não mudam. São porcos em forma de homens. Não não são, peço perdão aos porcos. Sempre que vejo um petista, estou vendo um ser taõ decaído quanto um demônio.

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