Cadeia para mentirosos, engraçadinhos, inconvenientes...
Como está cada vez mais difícil colocar na cadeia bandidos perigosos (especialmente aqueles envolvidos com "movimentos sociais", que invadem propriedade alheia, roubam, destroem) e políticos corruptos (que trabalham pouco para o país e muito para si mesmos, para seus partidos, sindicatos, tiranos e golpistas internacionais), é crescente entre nossos valorosos parlamentares a tendência de criar penalizações criminais para banalidades ou equívocos de importância social quase imperceptível.
Vem agora um deputado do Mato Grosso querer punir com cadeia quem "mentir no currículo" (http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u689964.shtm). Ele cita como exemplo o célebre episódio das "incorreções" no currículo da candidata Dilma Rousseff, apressando-se, contudo, em explicar que a culpa no referido caso era de um "terceiro":
"Depois foram descobrir que não foi ela, foi um terceiro. Então, pensei em um projeto para punir o terceiro que faz isso e também quem faz para obter vantagem pessoal", declara o deputado.
Bem, ao menos está clara a idéia por trás da lei: "punir o terceiro". Mais útil seria para a sociedade que nossos criativos políticos se envolvessem em atividades cujo objetivo final fosse punir os "primeiros" e os "segundos", ou seja: os criminosos soltos pelas ruas das cidades brasileiras, os contraventores costumeiros, aqueles que usam a máquina pública como se fosse de sua propriedade, etc.
Que tal deixar os "terceiros" para depois?


















