Assistindo televisão, fui surpreendido por um locutor que, com voz quase solene, perguntava: “Qual a sua postura diante do planeta?”. Após um breve olhar em volta, respondi: “Sentado!”. Conferi As Categorias de Aristóteles e lá estava: Postura é a posição relativa que as partes de uma substância têm quanto às outras e vice-versa, p.ex.: sentado, inclinado à frente. Minha postura final neste planeta será 'deitado', espero.
Deixando a blague de lado, o que o locutor me cobrava nada tinha a ver com as categorias do ser, e tudo com as novas categorias de pensamento de um gigantesco movimento de massa, uma religião política, conforme definição de Eric Voegelin. Esse movimento, chamado ambientalismo, exige que eu tenha uma posição política diante do planeta, um absoluto nonsense. Mas se a falta de sentido tivesse impedido o surgimento de movimentos de massa, a espécie humana não teria conhecido o nacional-socialismo, o comunismo, e tantos outros “ismos”. Pois o que esses movimentos têm em comum é um “ismo” fundamental, o gnosticismo, ou seja, a recusa em aceitar a estrutura da realidade. Dessa recusa resulta a rejeição de uma ordem superior, divina, e a consequente criação de uma ordem imaginária e mundana, onde seus idealizadores “constroem” um mundo novo ou um homem novo, ou ainda, como pretende o ambientalismo, uma nova relação entre o homem e o planeta, desprezando as mais óbvias noções de proporção. Maluquice? Sim. Mas quem pode dizer que as maluquices não têm efeitos?

O que está nas origens remotas do ambientalismo, e também em sua pregação atual, é o paganismo, o culto à Gaia, a
mãe Terra, o anti-Cristianismo disfarçado em slogans politicamente corretos, sustentados pela argumentação apocalíptica de uma ciência engajada. Tal engajamento, por si só, levanta dúvidas, tanto quanto à qualidade quanto às intenções finais desse movimento, dúvidas que levam à inevitável pergunta:
quid bono? A quem isso beneficia? Beneficia somente àqueles que estão engajados no movimento, quer sejam políticos e governos (mais impostos, mais poder), cientistas (mais verbas e prestígio), figuras da mídia (mais assunto) ou ativistas (mais verbas para as suas ONGs), fechando um círculo nada virtuoso.
Para tornar um pouco mais claro o estágio atual do ambientalismo, comecemos pelo suposto consenso acerca do aquecimento global causado pela ação humana:
tal consenso não existe, mas é veiculado de forma tão maciça que passa a ser aceito como tal. Um dos maiores críticos da noção de um aquecimento global provocado pelo homem é Ian Plimer, geólogo e professor australiano autor do livro
Heaven and Earth: Global Warming, the Missing Science.
Ele diz:
“[...] A hipótese de que a atividade humana pode gerar aquecimento global é extraordinária, uma vez que é contrária a todo conhecimento válido que temos da física solar, astronomia, história, arqueologia e geologia”. “[...] Nós geólogos sempre reconhecemos que o clima muda ao longo do tempo. Onde nós divergimos daqueles que advogam a idéia de um aquecimento global antropogênico está em nossa percepção de escala. Eles estão interessados apenas nos últimos 150 anos. Nossa janela de tempo é de 4,5 bilhões de anos. Deste modo, o que eles estão tentando é extrapolar todo o enredo de Casablanca a partir de um minúsculo fragmento de uma cena de amor. E não dá para fazer isso. Simplesmente não funciona”.
Em seu livro, Plimer tenta resgatar o senso de perspectiva científica para um debate que foi “[...]
sequestrado por políticos, ativistas do ambientalismo e oportunistas”. Sobre os
modelos matemáticos usados para criar os cenários de catástrofe (descongelamento das camadas polares, elevação dos oceanos, inundações, etc., etc.) que mantém o movimento em marcha, o Prof. Ian Plimer é direto e eloquente:
“Eu sou um cientista natural. Estou lá fazendo trabalho de campo todos os dias, enterrado em m**** até o pescoço. E é por isso que sou cético quanto a esses modelos. Nenhum deles previu o atual período de resfriamento global. Não há problema de aquecimento global. Este [aquecimento] parou em 1998. Os últimos dois anos de resfriamento global apagaram quase 30 anos de acréscimo nas temperaturas”. Alguém leu ou ouviu isso na grande mídia?
Tão importante quanto a verificação de um resfriamento global é o fato de que a idéia do chamado efeito estufa causado pela atividade humana simplesmente não se sustenta e novamente por uma questão de escala. O dióxido de carbono – CO2 – contido na atmosfera, e para o qual a atividade humana contribui com uma porção minúscula, representa apenas 0,001 por cento do total de CO2 contido nos oceanos, na superfície das rochas, no ar (composto de 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases), nos solos e nos seres vivos. A única justificativa para a criação de leis e impostos sobre uma parcela tão insignificante está nas nada insignificantes quantias que seriam arrecadadas; somente nos Estados Unidos, algo em torno de US$7,4 trilhões ao longo de vários anos.
Numa análise do movimento ambientalista, o Prof. Plimer é categórico: “
A eco-culpa é um luxo de primeiro- mundo. É a nova religião para as populações urbanas que perderam a sua fé no Cristianismo. O relatório do IPCC é a sua Bíblia e Al Gore e Lord Stern, os seus profetas”.
É evidente que as vozes de cientistas como Ian Plimer,
Alan Carlin,
John S. Theon e de mais centenas de outros ao redor do mundo enfrentam oposição muito poderosa: a de governos tais como o de Barack Obama, que pretende usar o “aquecimento global” como desculpa para mais impostos, regulamentos e protecionismo; interesses de companhias de energia e de investidores que pretendem fazer fortuna a partir de esquemas como o
comércio de créditos de carbono; entidades tais como o Greenpeace, que dependem da ansiedade pública para a obtenção de recursos financeiros; e correspondentes “ambientais”, que precisam manter acesa a conversa sobre a “ameaça do aquecimento”, para justificar seus empregos. A mesma motivação se aplica a grande parte dos cientistas engajados nessa grande trapaça.
No entanto, se são os interesses financeiros que se opõem à verdade científica e ao bom senso, é a realidade econômica que pode dar um fim a essa empulhação global, pois ela não tem partido e acaba por se impor, ainda que dolorosamente. China e Índia já disseram um não a qualquer restrição à emissão de gases, o que praticamente sepultou a nova e caríssima legislação proposta pela administração Obama sobre emissão de gases, a
Cap & Trade. Outros países, com destaque para a Austrália e Nova Zelândia, já estão dando marcha à ré em suas políticas quanto à emissão de gases. É uma simples questão de sobrevivência econômica, de sobrevivência humana.
O planeta? Continua girando, para a consternação dos adeptos dessa estranha e marota religião política chamada ambientalismo.
Muita seriedade e coragem para ir contra essa maré verde.
(continuação 4/4) Interessante que TODOS OS ANOS temos queimadas violentas nos EUA e ninguém fala nada de princípios da PRECAUÇÃO (e não prevenção) contra os incêndios de lá, não?! Para quem quer ser verdinho, seja, antes de tudo, humano! O movimento ambiental só aparece para escravizar ainda mais o Homem! Ricardo Augusto Felicio Prof. Dr. Climatologia Depto. Geografia - FFLCH - USP
(continuação 3/4) Em reunião na USP, o ministro britânico da pasta "Energia e Mudanças Climáticas" (sugestivo, não?!) foi categórico em dizer: "quem não respeitar as metas de emissões que queremos acordar em Kopenhagen sofrerá sanções econômicas, políticas e... militares...". Não é de se surpreender que as bases militares dos EUA "colombianas" se aproximam da Amazônia. Quer melhor desculpa para tomar nossa soberania do que esses "inspetores internacionais do CO2" fazerem um relatório dizendo que "as queimadas da floresta estão totalmente fora do controle do governo brasileiro, portanto, sugerimos que, para um bem maior do clima global, as tropas da ONU garantam a segurança do lugar". (continua 3/4)
(continuação 2/4) A receita de bolo da ONU para dominar os emergentes começou com a falsa idéia de que CFCs acabavam com ozônio! A verdade é que simplesmente as patentes dos gases caíram, prejudicando Índia, China e Brasil que eram gigantes em produção de geladeiras e condicionadores de ar baratos. Hoje, ao invés de pagarmos US$1,00 o quilo de CFC, pagamos US$38,00 (cotação de 2008) o quilo de HCFC... Fácil fazermos a Du Pont, Allied Chemical, Hoescht ficarem ricas, não?! O mesmo se repete com o dióxido de carbono... China, Índia e Brasil fazem carros muito mais baratos que outros países, sem falar nas energias e suas matrizes internas... Ou os britânicos agora viraram "bons mocinhos" e querem salvar o planeta, usando das suas ONGs? (continua 2/4)
Parabéns pelo artigo! Temos que mostrar a verdade sobre a falácia do aquecimento global, do engajamento de falsos cientistas e da politicagem entreguista que se acerca! Nós temos um grupo de estudos que se agiganta todos os dias com os cientistas céticos brasileiros, por gentileza, divulguem nosso site de informações em: www.fakeclimate.com Estamos divulgando todas as informações e relações entre as mentiras postas. (continua 1/4)
É preciso conhecimento e firmeza para apresentar uma argumentação baseada em fatos. Fico feliz em ver que o colunista não só é capaz disso, como também é capaz de responder com elegância e firmeza, quando necessário. Parabéns.
Esse tal de Miguel Rodrigues (29) é mesmo um boquirroto fanfarrão e a resposta aparentemente dura do colunista me parece apropriada, mas talvez um pouco otimista demais, pois sugere que o sujeito estude e pesquise. Aos outros leitores, sugiro o acesso via link abaixo, já publicado em artigo da Melanie Phillips, que demonstra não haver nenhum consenso sobre o aquecimento global antropogênico: http://epw.senate.gov/public/index.cfm?FuseAction=Minority.Blogs&ContentRecord_id=2674e64f-802a-23ad-490b-bd9faf4dcdb7
Cara editora M@M,
O princípio da cautela impõe uma mobilização preventiva. É grande o volume de observações científicas sobre o aquecimento global provocado pelo efeito estufa. No começo das discussões sobre o buraco na camada de ozônio e a sua origem, também houveram céticos. É normal, e desejável, nas discussões científicas. Senão não seria ciência, seria religião... Justamente por ser ciência, não há certeza absoluta! E nem precisa: as evidências disponíveis e o princípio da cautela (que como sabemos,é como caldo de galinha: não faz mal a ninguém), são suficientes para orientar a ação POLÍTICA. Lamentável é o uso da religião para justificar uma ação política irresponsável, como vêm fazendo os neo-conservadores.
sr. Miguel:
Estude antes de escrever bobagem. Você não entendeu nem sequer o conceito de religião política e vem falar que as "evidências", num óbvio lapso de má tradução, são suficientes para orientar a ação política, quando é exatamente o contrário que vem acontecendo.
Você leu mal e entendeu pior ainda. Se a ciência lhe é tão cara, compre os livros do Prof. Plimer "Heaven and Earth: Global Warming, the Missing Science" e de Ian Wishart "Air Con: The Seriously Inconvenient Truth About Global Warming". No primeiro, há mais de 2.500 referências bibliográficas a estudos e documentos. Pesquise os documentos emitidos pelos cientistas Alan Carlin e John S. Theon.
Leia-os com cuidado e depois pense a respeito do que você disse. Temo apenas que isso possa lhe causar uma congestão cerebral, mas é o risco que corre todo aquele que quer aparecer dizendo asneiras pomposas.
Henrique Dmyterko
Parabéns! Belíssimo artigo! Precisamos de mais pessoas como você. Que saibam argumentar e demonstrar dados significativos para a compreensão de uma problemática. O problema aqui colocado não é de um "aquecimento globlal", mas sim de aproveitadores conhecidos como militantes de uma causa imaginária. Já havia tomado conhecimento sobre essa fraude, a partir da leitura feita do livro de Bjorn Lomborg; "O ambientalista cético". Mais uma vez, PARABÉNS! Excelente texto!
Excelente artigo. Aliás, já conheço dados na NASA sobre o atual resfriamento global, através de um dos melhores sites de meteorologia do Brasil, que é aqui do RS. Infelizmente, muitas pessoas pensam que quem não crê no aquecimento global é a favor da poluição, do desmatamento desenfreado... Ou que o lado bom, caso o aquecimento global não exista, pelo menos as pessoas vão cuidar mais do seu planeta. É muita ingenuidade; falta-lhes conhecer a verdade que liberta. Pensam que algumas décadas de mera observação do tempo lhes dão condições de dizer que a Terra está aquecendo sem parar em todo mundo.
Pois é Giovana, quem diria que as ações humanas não teriam qualquer efeito significante sobre o planeta... nem mesmo jogando toneladas de CO2 por dia na atmosfera! |o| O fato das pessoas/organizações tirarem proveito de uma situação, não anula sua veracidade. Desculpa mas, acreditar que consequências não existem fica beeem difícil. E não é questão de religião, pelo contrário, é apenas uma questão de bom senso!
Prezada Karen
falando em bom senso, é pedir muito para você perceber que só está repetindo, como um papagaio, o mesmo discurso da Giovana? Note que você não apresenta um único dado ou argumento, só um sofisma, e talvez pense que isso é argumentação séria.
Desculpe, mas assim fica complicado não pensarmos que você não sabe do que está falando, ou que você é a Giovana mandando outra mensagem com nome trocado.
Atenciosamente,
Editoria MÍDIA@MAIS
Muito interessante artigo. É bom lembrar que a politização da ciência ocorre também em várias outras áreas. O Conselho de Psicologia, por exemplo, desfila na Parada Gay de São Paulo e faz campanhas pela aprovação de leis que privilegiem a militância homossexual. Vejam também o caso da Dra. Rozangela Justino, perseguida por interesses políticos que dominam o CFP: http://rozangelajustino.blogspot.com http://www.abraceh.org.br
Parabéns, caro Henrique!
Textos esclarecedores como este, embasados em estudos sérios, sobretudo quando se trata desses assuntos “politicamente corretos”, que servem antes de tudo para condução da massa, é de que precisamos para nossa formação e informação.
Abraços!
Incrível como esses falsos profetas do apocalipse, volta e meia, conseguem nos ludibriar com todas essas parafernálias e artimanhas, nessa eu tinha escorregado. Ainda bem que li este artigo e tratarei a questão também apartir de outro ponto de vista; contra isso somente um pensar firme e coinciente ''all time''.
Grato.
Vou imprimir este artigo e carregá-lo no bolso. Quando algum eco-chato tentar me enrolar numa conversa eco-trambiqueira, sacarei dessa arma poderosa: informação sem viés ideológico.
Gostei muito do artigo porque aprendi muita coisa,mas fiquei com uma dúvida. Se os 'ismos' do nazismo, comunismo e ambientalismo são religiões políticas, como fica o crstianismo nessa classificação? Mais um 'ismo'? Não pode ser. O colunista poderia esclarecer isso? Obrigado.
Cada um faz o que acha mais conveniente; eu estou repassando os links deste e de outros artigos do MídiaMais por email. De pouco adianta ler, concordar ou não, e não divulgar informações importantes. Fica a sugestão. Abraços.
Parabéns, mano. Muito interessante e esclarecedor. Pena não ser para todos. Existem ainda muitos olhos vendados neste planeta. Mas como tento ser otimista, acredito que mesmo sendo para poucos, mas, refinados na sensibilidade, inteligência e racionalidade fará uma grande diferença.
A Giovana deve ser dona de alguma ONG da rede da Ingreja Universal do Aquecimento Global e guerrilheira da al qaeda eletrônica dessa máfia verde. Sabem como é, né? Essa gang vive disso. É natural que seus membros reajam como cães - os cães que me desculpem - raivosos quando suas máscaras começam a cair.
Giovana, infelizmente você foi pega num momento frágil de sua formação psico-social e submetida a um patrulhamento ideológico ferrenho. Vai ser difícil fazer alguma coisa nova ou inteligente entrar na tua cabecinha. Mas, paciência... o tempo se encarregará de te mostrar que você foi enganada por um bando de pulhas. Não desista. Procure a verdade e a verdade te libertará.
Faço meus todos os elogios a este artigo e ao colunista. Sobre a discordância do leitor Mateus Carvalho (12), considero-a muito saudável e pertinente, e eu apenas gentilmente sugiro que ele verifique os links. Dois ou três deles remetem a um artigo de Melanie Phillips, "Um Ardor Refrescante", publicado neste site. Nele há mais informações sobre o resfriamento verificado. Sobre a leitora Giovana, suas palavras apenas comprovam o acerto no uso do conceito de religião política.
A D.Giovana precisa ter mais confiança no que lê do que no que pensa...Veja a opinião dos cientistas de alto nível, de um modo geral. Crer em ecologia e outras baboseiras do tipo, é renegar Lavoisier. Quem o Fez???
Artigo muito bem escrito. A única discordância é que no documentário "A grande farsa do aquecimento global" alguns cientistas consideram que ainda estamos num período de aquecimento da terra, só que as atividades humanas realmente não têm nada a ver com isso. Abraços.
Não só neste, mas na maioria dos artigos publicados aqui, percebo uma preocupação muito saudável com relação a origem das informações. Artigo notável.
Conheço o colunista desde antes da universidade; nunca fomos muito próximos, ao contrário, divergimos muitas vezes. Mas devo dizer que nele nunca vi um pingo de má-fe ou de leviandade. O que a leitora Giovana diz é apenas a reação típica dos devotos iludidos. Abraço ao Dmyterko e a todos deste site. Belo trabalho.
Agora eu pude entender, do porque de tanto "ambientalismo", só podia mesmo ter outros objetivos. Um artigo valioso, que todos deveriam ler.