O tradicional banco Wachovia, fundado em 1879, se tornou o maior banco do sudeste americano nos idos de 1900. Em 2008 foi o sexto maior emprestador tendo perdas de US$26 bilhões na crise dos empréstimos subprime que abalou o sistema financeiro mundial. Nessa época da fusão de bancos, o Wachovia foi adquirido pelo não menos tradicional Wells Fargo, por 12.7 bilhões, num processo de aquisição bastante conturbado, fazendo deste último a maior rede de bancos dos EUA.
A despeito de tanta tradição e peso, o Wells Fargo foi punido em nome do Wachovia, que se recusou a responder como gerenciou algo em torno de US$ 378 bilhões e tendo lucrado somente em 2009 em torno de US$ 12 bilhões.
Tal postura é contrária ao Bank Secrecy Act, que impõe aos bancos que comunique todas as transações em dinheiro acima de US$10.000.
Após 22 meses de investigação, o caso foi encerrado com multa de US$160 milhões, mais precisamente 1.3% dos lucros obtidos em 2009 e um procedimento chamado de deferred prosecution agreement, uma promessa de que não cometerá mais do mesmo erro. Caso o Wells Fargo aceite a pena, todas as condenações contra o banco serão anuladas em março de 2011.
Outros grandes bancos também foram envolvidos em maior ou menor grau com os cartéis mexicanos e casas de câmbio, como o HSBC, Santander, Bank of America, Citigroup, tendo sido forçados a tomarem medidas anti-lavagem de dinheiro.
A imprensa dos EUA acompanhou de perto esse caso e outros vários. Segundo dados de 2009 da CIA, os EUA são os maiores consumidores de cocaína no mundo, ficando o Brasil em segundo.
Em tempos de tráfico e sistema financeiro globalizados, só resta saber qual será o nosso Wachovia.
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Dá pra perceber que capitalismo nao tem nada a ver com essa máscara vendida por aí chamada DEMOCRACIA! PLUTOCRACIA, isso é o que é; lá e aqui!